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Economia

Governo Lula e sindicatos aumentam presença no alto escalão da Petrobras

Depois de mudança de diretorias, estatal promove troca em chefias de áreas técnicas e causa preocupação em investidores

Indicados para cargos na Petrobras têm ligação com o PT e com a FUP | Foto: Ricardo Stuckert/PR; Para petistas, estatais servem para lotear cargos, afirma Estadão
Indicados para cargos na Petrobras têm ligação com o PT e com a FUP | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Nas últimas semanas, a Petrobras passou por uma significativa reestruturação em seu segundo escalão. O movimento tem gerado preocupações entre investidores privados devido ao aumento da influência do governo e dos sindicatos na gestão.

Segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo, a estatal alega que a renovação é uma consequência natural depois da chegada de Magda Chambriard à presidência da companhia e de três novos diretores. De acordo com a empresa, todos os indicados foram aprovados pelos controles internos de governança.

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Foram substituídas 17 gerências-executivas, posições logo abaixo da diretoria e o último nível técnico na hierarquia da Petrobras. Quatro desses cargos foram ocupados por pessoas de fora da estatal, sendo três ligadas à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e uma ao Partido dos Trabalhadores (PT).

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As demais posições foram preenchidas por profissionais da própria estatal.

Eduardo Costa Pinto assumiu a gerência-executiva na área de Exploração e Produção, enquanto William Nozaki e Rodrigo Leão ocuparam cargos na diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade.

Ambos são do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), criado pela FUP para promover pesquisas no setor.

Costa Pinto e Leão estão na Petrobras desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O primeiro foi assessor da presidência, enquanto o segundo presidiu uma subsidiária.

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, foi inficada por Lula | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, foi inficada por Lula | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nozaki, por sua vez, foi assessor do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.

Wellington Cesar Silva, ligado ao PT, foi nomeado gerente-executivo. Ele era assessor jurídico da Casa Civil e recentemente assumiu como advogado-geral da Petrobras.

Além disso, Magda trouxe para sua assessoria Giles Azevedo, ex-chefe de gabinete da ex-presidente Dilma Rousseff, que vai atuar no relacionamento da empresa com o poder público.

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O Palácio do Planalto já havia indicado Fernando Melgarejo para o cargo de diretor financeiro da companhia. Melgarejo estava na Previ, fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil.

A indicação de candidatos externos é vista com reservas, mesmo por aliados dos sindicatos, por desvalorizarem quadros internos experientes.

Petrobras diz que trocas fazem parte do processo

Em nota enviada à Folha, a Petrobras afirma que “a formação de equipes, com eventuais trocas de gestores, faz parte da dinâmica do processo de gestão de pessoas”.

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Investidores minoritários questionaram o descumprimento de requisitos para candidatos a vagas na estatal. O caso mais notável é o de Melgarejo, cuja indicação esbarrou na falta de proficiência em inglês, exigida para o cargo.

No entanto, o Comitê de Pessoas, responsável por avaliar as indicações, aprovou o nome de Melgarejo e recomendou que o executivo estude o idioma.

Os indicados da FUP, com carreira acadêmica, também estariam em desacordo com a política de indicações da estatal, que exige um mínimo de 36 meses em “posição de chefia superior” para candidatos externos a gerências-executivas.

A Petrobras afirmou que “os indicados passaram por uma série de análises de cumprimento dos requisitos de integridade e de capacidade de gestão, como conhecimento na área de atuação pretendida, experiência em liderança e desempenho em funções anteriores”.

Acrescentou ainda que, embora não seja exigido por lei, as atas do comitê que avalia essas indicações estão sendo disponibilizadas em seu site. Até esta segunda-feira, 19, porém, não havia atas sobre nomeações a gerências-executivas.

O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, negou que tenha feito indicações para cargos.

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“São pessoas que a gestão reconheceu que têm competências suficientes para estar nessas três gerências-executivas”, afirmou Bacelar à Folha. “E que podem contribuir com a Petrobras que a gente espera que ajude no desenvolvimento econômico e social do país.”

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5 comentários
  1. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    TOMARA QUE DESTRUAM A PETROBRAS. QUEM SABE ASSIM OS JUMENTOS ACREDITAM QUE A QUADRILHA VEIO PRA SAQUEAR.

  2. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Quem votou nessa praga ou simplesmente se isentou: “fazuéLe” e agora, se auto-enfia o gesto do “L” no orifício que fica no final do intestino… Cambada de bandidos…

  3. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Estão armando um novo petrolao formando a quadrilha que vai atacar o dinheiro da petrobras

  4. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    Isso não é gestão. É programa de desemprego zero para a companheirada.
    Os requisitos são ser de esquerda radial, defender o indefensável e bajular o descondenado.
    O PT quebrou o país com aquela senhora que desejava estocar vento.
    Vai quebrar novamente. Quem sobreviver verá.

  5. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Referência para ser funcionário da Petrobas; ser muito feia e não somente feia, ser propagandista de ideologia de gênero, pois pensam com tudo, menos com o cérebro, viver debaixo do 9 dedos, preferecialmente acéfalo, andar de cordão LBGTQI+ABCDEEGGHH = Infinito que não sai do lugar e principalmente mau caráter! Dizer que a direção sob a batuta do 9 dedos é:” UM ARRASO BICHA”!

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