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Economia

Petróleo sobe com tensão entre Trump e Irã

Mercado reage a ameaças contra Teerã e incertezas sobre negociações para encerrar conflito no Oriente Médio

O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e as empresas do setor criticam a taxação
O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e as empresas do setor criticam a taxação | Foto: Agência Brasil

O preço do petróleo avançou nesta segunda-feira, 22, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou lançar ataques contra o Irã caso o Hezbollah mantenha ações contra Israel. A declaração aumentou a preocupação do mercado sobre o futuro das negociações entre Washington e Teerã.

O barril do Brent chegou a subir 2,2% na abertura, alcançando US$ 82,30. O West Texas Intermediate (WTI) ficou próximo de US$ 77.

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As conversas entre os dois países começaram em meio a um ambiente de incerteza na Suíça. Veículos de imprensa iranianos informaram que Teerã teria suspendido o diálogo depois da fala de Trump, mas fontes ligadas às tratativas afirmaram que as negociações continuavam.

Donald Trump Estados Unidos Israel guerra Irã
Trump assinou um memorando de entendimento na semana anterior | Foto: Reprodução/Casa Branca

O Irã também acusou Israel de descumprir um acordo de trégua no Líbano.

Conflito ameaça oferta global de energia

O encontro ocorre dentro de um prazo de 60 dias estabelecido para as negociações, iniciado depois que Trump assinou um memorando de entendimento na semana anterior. O documento abriu caminho para uma tentativa de encerrar o conflito.

Mesmo com a tensão, milhões de barris de petróleo seguiram passando pelo Estreito de Ormuz durante o fim de semana. O Irã voltou a afirmar que havia fechado a rota marítima estratégica, responsável por grande parte do transporte mundial da commodity.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que avisou autoridades iranianas sobre as consequências de um bloqueio no estreito. Segundo ele, uma medida desse tipo impediria uma volta segura dos envolvidos ao país.

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Uma solução para os combates no Líbano ganhou peso nas negociações realizadas na Suíça. O andamento do processo pode influenciar diretamente o abastecimento de petróleo em uma região que concentra cerca de um terço da produção mundial.

O mercado registrou queda nos contratos futuros nas últimas semanas, embora os valores continuem acima dos níveis anteriores ao conflito. A possibilidade de um acordo trouxe expectativa de normalização da oferta, enquanto refinarias buscaram alternativas temporárias para manter o abastecimento.

Mercado acompanha possível aumento da produção

Um eventual acordo de paz pode liberar uma grande quantidade de petróleo para um cenário de menor demanda, principalmente por causa da redução das compras da China, maior importadora mundial.

Analistas calculam que cerca de 80 milhões de barris podem chegar ao mercado caso o Estreito de Ormuz volte a operar normalmente. O aumento repentino da oferta poderia pressionar refinarias e derrubar preços.

Produtores do Golfo Pérsico já se preparam para elevar a produção. O Kuwait retirou avisos anteriores de força maior, enquanto a Abu Dhabi National Oil Co. orientou clientes a retomarem carregamentos dentro do Golfo Pérsico e passou a negociar petróleo bruto no mercado à vista.

O Brent para liquidação em agosto avançava 1,3%, para US$ 81,60 o barril, às 6h02 em Cingapura. O WTI para agosto subia 2,3%, chegando a US$ 77,60.

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