O preço do petróleo bruto desabou no mercado financeiro nesta segunda-feira, 15. Os contratos futuros do tipo Brent registraram queda de 5,14%, cotados a US$ 82,84 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) norte-americano recuou 5,53%, negociado a US$ 80,19. O recuo levou as duas principais referências do setor aos menores patamares de preço registrados desde o dia 10 de março.
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Os investidores reagiram ao anúncio feito pelo presidente Donald Trump e pela chapa diplomática do Irã sobre o fim das hostilidades armadas. O acerto prevê a liberação da navegação comercial pelo Estreito de Ormuz. O Paquistão mediou os debates e confirmou que as duas nações vão assinar o termo de entendimento na Suíça na próxima sexta-feira, 19. Trump garantiu o fim do bloqueio naval aos portos do país asiático.
Retomada do fluxo marítimo vai demorar meses
A agência de notícias estatal iraniana Mehr informou que o rascunho do plano estipula um prazo de 30 dias para a reabertura total do canal marítimo. Analistas da PVM Oil Associates alertam, contudo, para o fato de que a normalização do comércio vai demorar. O ponto de estrangulamento escoava 20 milhões de barris diariamente antes do início dos bombardeios. O ritmo lento de desobstrução das águas pode gerar falta de produto no mercado ao longo do ano de 2026.
O mercado financeiro opera com cautela para avaliar a extensão dos estragos causados pelas bombas na infraestrutura das plataformas petrolíferas do Oriente Médio. O fechamento prolongado da rota encareceu a gasolina e alimentou a inflação global nos últimos meses. O travamento do canal também desorganizou a distribuição mundial de mercadorias básicas, como os fertilizantes utilizados na produção agrícola norte-americana e europeia.
O teor completo do acordo permanece sob sigilo, e os dois lados divulgam dados conflitantes para tentar faturar a vitória política da guerra. A imprensa do Irã notificou que as cláusulas do memorando liberam o saque imediato de US$ 12 bilhões em recursos que estavam retidos no exterior por causa das sanções econômicas de Washington.
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