Os preços do petróleo registraram forte alta nesta quarta-feira, 3, em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e à crescente percepção de que um acordo para normalizar a navegação no Estreito de Ormuz está mais distante. O movimento reforçou as preocupações dos investidores com a possibilidade de uma interrupção prolongada no fluxo global de petróleo.
Por volta das 14h, o barril do petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 2%, cotado a US$ 95. No mesmo horário, o Brent, referência internacional, subia cerca de 1,7%, para US$ 97 por barril.
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Desde o fechamento da última sexta-feira, 29, o Brent acumulava valorização de aproximadamente US$ 7.

A alta reflete o receio de que o conflito se estenda e mantenha restrições ao transporte de petróleo pela principal rota marítima da região. O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do comércio mundial da commodity.
Analistas do Deutsche Bank afirmaram que o mercado tem demonstrado menor confiança em uma solução diplomática de curto prazo. “Temos observado um crescente pessimismo quanto à iminência de um acordo entre os EUA e o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz”, escreveram os especialistas em relatório divulgado nesta semana.

Bolsas dos EUA sobem apesar da queda do petróleo
Mesmo com a disparada dos preços do petróleo e as incertezas geopolíticas, os mercados acionários dos Estados Unidos mantiveram trajetória positiva. Na terça-feira, os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq encerraram o pregão em novas máximas históricas.
Segundo Neil Wilson, estrategista do banco Saxo, o desempenho das bolsas tem sido excepcional. “Os três principais índices fecharam em níveis recordes por cinco sessões consecutivas — a primeira vez que vemos isso desde 2017”, afirmou.
O contraste entre a valorização do petróleo e a força das ações sugere que parte dos investidores ainda aposta na resiliência da economia norte-americana, apesar dos riscos associados à escalada das tensões no Oriente Médio.
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