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Economia

Presidente do BRB diz que há pressão por privatização

Apesar do cenário, Nelson Antônio de Souza descarta a hipótese e defende aprovação de projeto de socorro enviado ao governo do Distrito Federal

Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB): tentativa de reduzir o prejuízo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta segunda-feira, 2, a deputados distritais que há pressão externa pela privatização do banco, mas descartou a hipótese e defendeu a aprovação do projeto de socorro enviado pelo governo de Ibaneis Rocha (MDB).

A declaração ocorreu em reunião a portas fechadas na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O encontro discute o projeto que autoriza medidas para recompor o capital do banco, após prejuízos em operações com o Banco Master.

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O texto prevê limite de até R$ 6,6 bilhões em operações de crédito com o FGC ou com instituições financeiras, além da possibilidade de venda, cessão ou uso de imóveis públicos como garantia.

Fundo imobiliário e venda de subsidiária do BRB

Fachada de uma unidade do Banco de Brasília (BRB) | Foto: Shutterstock

Nelson apresentou como alternativa a criação de um fundo imobiliário com propriedades do governo do DF. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o deputado Fábio Felix (Psol) afirmou que imóveis avaliados em R$ 6,4 bilhões foram mencionados na reunião, embora o valor não conste no projeto.

Outra medida é a venda da Financeira BRB, que atua com crédito consignado e financiamento de veículos. A expectativa é arrecadar R$ 1,1 bilhão.

O presidente informou ainda que os ativos oriundos do Banco Master, no valor de R$ 21,9 bilhões, não foram vendidos até o momento.

Deputados veem “cheque em branco”

Parlamentares da base e da oposição cobraram esclarecimentos sobre a real situação financeira da instituição. Fábio Felix afirmou que o projeto traz “autorizações genéricas” e não detalha o caminho da capitalização.

Nelson negou que a proposta seja um “cheque em branco” e alertou para risco de paralisação de serviços caso o texto não seja aprovado. Segundo ele, poderiam ser interrompidos pagamentos de programas sociais, operações de crédito e o sistema de bilhetagem do transporte público.

Uma nota técnica da associação de advogados do BRB aponta risco de intervenção ou liquidação extrajudicial pelo Banco Central se o capital não for recomposto. O banco tem até 180 dias para implementar as medidas apresentadas ao BC.

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