A prévia da inflação oficial (IPCA-15) atingiu 0,89% em abril e registrou a maior alta para este mês desde 2022. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice mais que dobrou em relação aos 0,44% registrados em março. O resultado representa a variação mais intensa para um mês desde fevereiro de 2025.

O índice acumulado nos últimos 12 meses subiu para 4,37%. O número interrompe o arrefecimento observado no início do ano, quando a taxa anual estava abaixo de 4%. Com este avanço, o indicador encosta no teto da meta inflacionária.
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A disparada dos preços reflete o impacto da guerra no Oriente Médio sobre as commodities. O bloqueio do Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo e encareceu os transportes em 1,34%. O óleo diesel subiu 16%; a gasolina, 6,23%; e o etanol, 2,17%.
Inflação: aumento do preço da alimentação
O grupo alimentação e bebidas foi o principal responsável pela aceleração de abril, com alta de 1,46%. A cenoura (25,4%), a cebola (16,5%) e o leite longa vida (16,3%) registraram as maiores variações. A alimentação fora de casa também subiu e passou de 0,35% em março para 0,7% em abril.

O setor de saúde subiu 0,93% depois do reajuste anual de até 3,81% nos medicamentos. No grupo habitação, a alta de 0,42% foi puxada pelas contas de luz. O IBGE registrou aumentos em todos os grupos de despesas pesquisados.
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