O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reconheceu nesta sexta-feira, 3, a gravidade da crise energética enfrentada pelo país. Segundo ele, trata-se de um problema sério que deverá se agravar nos próximos meses, e o objetivo do BC é evitar impacto sobre a inflação.
“Obviamente, o reajuste da eletricidade, com as diversas mudanças de bandeira vermelha e essa última bandeira da crise hídrica, tem realmente impactado bastante a inflação. A eletricidade tem o poder de disseminar esse aumento. Temos olhado isso bastante de perto”, disse Campos Neto.
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Segundo o presidente do BC, a maior preocupação é justamente a inflação e menos um eventual racionamento de energia.
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“Se a gente tem uma chuva mesmo um pouco abaixo da média, mas mesmo assim os reservatórios ficam acima de 10%, isso não implica em racionamento. O Brasil até diminuiu a dependência hídrica, mas é um problema bastante grave para a gente nos próximos meses”, completou.
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Como noticiamos, a Agência Nacional de Energia Elétrica criou uma tarifa extra a ser cobrada nas contas de luz, que vai adicionar R$ 14,20 às faturas para cada 100 quilowatts-hora consumidos. A nova bandeira representa alta de 49,63% em relação à bandeira vermelha patamar 2, até então a mais alta do sistema.
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