publicidade
Economia

Real ultrapassa peso argentino e em ranking de desvalorização

Somente nesta terça-feira, 17, a moeda brasileira chegou a 10,54% em relação ao dólar

Cédulas de 200 reais, em fundo preto Cédulas de 200 reais, em fundo preto, para ilustrar desvalorização do real, em relação ao dólar dos EUA
Real ficou na 'lanterna' de ranking que conta com países como Chile, Colômbia, México e Tailândia | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O real ultrapassou o peso argentino em ranking de desvalorização e amargou o último lugar da lista entre as moedas de países emergentes em 2024. Às 16h desta segunda-feira, 17, o dinheiro brasileiro registrou 10,5% de desvalorização em relação ao dólar norte-americano, contra 10,4% do vizinho sul-americano. 

O cálculo utiliza a moeda dos Estados Unidos como parâmetro e calcula sua valorização em relação a outros países. No total, os emergentes Hungria (-5,776% em relação ao dólar), Chile (-5,738%), Colômbia (-5,876%), Indonésia (-5,676%), Coreia do Sul (-6,521%), Tailândia (-6,956%), México (-8,502%), Turquia (-10,12) e Argentina (-10,485) ficaram à frente do Brasil (-10,54%). 

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Mais para o fim do dia, contudo, o real conseguiu reagir e fechou em 10,48% de desvalorização, empatado com a divisa da Argentina. Antes da reviravolta de ontem, a Argentina era a última isolada do ranking

A desvalorização do real 

Moeda de um real e seta para baixo, para ilustrar a desvalorização da moeda
Juros dos Estados Unidos e “risco Brasil” explicam a desvalorização do real | Foto: Reprodução/Shutterstock

De acordo com especialistas do mercado financeiro, o principal causador da desvalorização do real em relação ao dólar é a alta dos juros nos Estados Unidos. Dados macroeconômicos dos EUA sinalizam que a economia local ainda está aquecida e que o Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, terá de manter os juros altos por mais tempo. 

Além disso, o fator “risco Brasil” contribui para a deterioração do real. Ruídos políticos, como brigas com o presidente do Banco Central e mudança na meta fiscal, aumentam o temor do mercado de que as contas públicas não vão bem e geram a visão de que investir no Brasil é mais arriscado. Quando há maior risco, o mercado cobra taxas maiores para emprestar para um país.

Leia também: “O empresariado desembarca do governo Lula”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 221 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    O atual governo parece barata tonta. Antes prejudicava o Milei; agora ajuda. Vai entender…

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade