A Polícia Federal (PF), em parceria com a Procuradoria-Geral da República (PGR), avançam nas tratativas por uma delação premiada que pode revelar mais envolvidos no escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O principal foco das tratativas é o empresário Maurício Camisotti, apontado pelos investigadores como um dos operadores do esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários.
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Segundo as apurações, ele firmou uma proposta de colaboração com a PF em abril, mas que acabou interrompida.
As negociações, contudo, foram retomadas agora para incluir formalmente a participação da PGR, o que pode garantir mais segurança jurídica ao processo.
INSS: confissão e legitimidade
Conforme a ação, Camisotti admitiu a existência de um esquema destinado a fraudar autorizações de aposentados e pensionistas para a realização de descontos em seus benefícios.
A expectativa dos investigadores é que a colaboração permita identificar outros envolvidos, detalhar o funcionamento da organização criminosa e rastrear os recursos.
A participação conjunta da PF e da PGR busca evitar questionamentos sobre a validade do acordo no futuro.
Em outras investigações, a Procuradoria disse que delações firmadas apenas com a Polícia Federal podem ser alvo de contestações judiciais, razão pela qual passou a acompanhar mais de perto esse tipo de negociação.
Leia também: “De volta à cena do crime”, reportagem publicada na Edição 328 da Revista Oeste
A investigação apura um esquema de descontos não autorizados em benefícios previdenciários, realizados por meio de associações e entidades conveniadas ao INSS. Segundo estimativas da Polícia Federal, o prejuízo pode chegar a aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
A expectativa é que uma eventual homologação da delação premiada forneça novas provas, identifique beneficiários do esquema e contribua para o avanço das investigações sobre uma das maiores fraudes já descobertas no sistema previdenciário brasileiro.
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