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Economia

Relatório do BC vê contratos simulados e liga ex-chefe a esquema com o Master

Documento aponta pagamentos de R$ 4 milhões por serviços sem consistência técnica

Belline foi afastado do BC por suspeita envolvimento com o Master | Foto: Divulgação/BC
Sindicância interna do BC conclui que Belline Santava assinou os contratos que somam R$ 4 milhões | Foto: Divulgação/BC

Uma sindicância interna do Banco Central (BC) concluiu que o ex-chefe de Supervisão Bancária Belline Santana firmou contratos simulados que somam R$ 4 milhões com um advogado ligado ao Banco Master. O relatório revela que os valores serviram para pagamento de propina.

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Encerraram a investigação em 4 de março, e um documento sigiloso da comissão de sindicância patrimonial registra o caso. O jornal Folha de S.Paulo revelou as informações.

Os contratos envolvem a Varejo Consultoria, empresa de Leonardo Palhares, citado pela Polícia Federal como operador ligado a Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco.

Pagamento milionário por estudo sem autoria

Um dos contratos previa o pagamento de R$ 2 milhões por um estudo de 50 páginas sobre educação financeira. O material reúne resumo de oito artigos acadêmicos e entrevistas com terceiros.

São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, em Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Segundo o Banco Central, o valor pago não corresponde ao serviço prestado. O relatório afirma que é possível produzir o material com inteligência artificial ou por estudantes | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo a sindicância, o conteúdo não apresenta produção autoral relevante nem identificação do ex-servidor como responsável pelo trabalho.

+ Leia também: “Master pagou R$ 5 milhões a ex-presidente do Banco Central

Procuradores do BC consideraram o valor incompatível com o serviço prestado. O relatório afirma que é possível produzir o material a baixo custo, inclusive com uso de inteligência artificial ou por estudantes.

A investigação também aponta desalinhamento entre os contratos e a área de atuação de Santana, que ocupava funções estratégicas ligadas à supervisão bancária.

O acordo incluía ainda ações no projeto “Jovens Potentes”, como criação de logomarca, perfis em redes sociais e realização de palestras. Os resultados foram limitados. As publicações registraram no máximo 65 curtidas. Um webinar reuniu cerca de 20 participantes.

A defesa do empresário afirmou que o caso está sob análise da Justiça e que colabora com as autoridades. A defesa de Vorcaro não se manifestou.

1 comentário
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Tudo isso é conversa mole banco central não tem que prestar serviço a ninguém, o banco central é pra fiscalizar e punir todo sistema bancário brasileiro. Tá se notando que esse Vorcaro comprou todo mundo

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