publicidade
Economia

Relatório revela o declínio da Americanas

Varejista perdeu clientes e fechou lojas desde a descoberta de fraude bilionária

Americanas
Americanas está em recuperação judicial desde janeiro | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em uma crise que se agravou com o rombo contábil de mais de R$ 20 bilhões, descoberto em janeiro, e o processo de recuperação judicial iniciado em seguida, o ano de 2023 não está bom para a Americanas.

O relatório mensal dos administradores judiciais da companhia mostra que, desde janeiro até 18 de junho, a varejista fechou 43 lojas no país, e, entre dezembro e maio, a Americanas perdeu quase 10% dos clientes ativos — o número passou de 49,1 milhões para 44,2 milhões, ou seja, quase 5 milhões de clientes.

Receba nossas atualizações

Das lojas, o total fechado corresponde a um recuo de 2,3% dos 1.880 estabelecimentos existentes no início do ano.

O relatório mensal feito pelos escritórios Preserva-Ação Administração Judicial e Escritório de Advocacia Zveiter mostrou ainda que o número de funcionários da varejista saiu de 40,4 mil em março para 37 mil em junho, uma queda de 8,5%, que corresponde a mais de 3,4 mil empregados.

Segundo o documento dos administradores judiciais, em junho de 2022, o prazo médio de pagamento aos fornecedores era de 97 dias e chegou a 122 dias em dezembro. Porém, com a recuperação judicial, caiu para apenas quatro dias em maio de 2023. No documento, a varejista afirma que estabilizou as operações e retomou o fornecimento “com praticamente todos os fornecedores”.

O texto ressalta também que o total investido pela Americanas em suas operações em maio de 2023 foi de aproximadamente R$ 4,7 milhões, valor 95% menor que a média de investimentos realizados entre junho e dezembro de 2022.

Na segunda-feira 3, as ações da Americanas encerraram o pregão na B3 cotadas a R$ 1,19, ante R$ 9,65 em dezembro de 2022, uma queda de 87,6%. O valor de mercado da varejista saiu de R$ 8,7 bilhões para R$ 1,07 bilhão nesse período, segundo dados da Bloomberg.

A Americanas pediu recuperação judicial em 19 de janeiro, com dívidas superiores a R$ 43 bilhões com 16,3 mil credores. Em 13 de junho, citando um relatório independente, feito por advogados da empresa, admitiu fraude da diretoria anterior.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada na Câmara para investigar a situação da varejista. O presidente da empresa, Leonardo Coelho Pereira, afirmou, na CPI, que a fraude teria suposta conivência das empresas que deveriam fazer auditoria e de bancos.

CEO da Americanas
Leonardo Coelho Pereira, presidente da Americanas, em depoimento à CPI da Americanas | Foto: Agência Câmara

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Christian
    Christian

    A Americanas vai sair dessa por cima.
    Como cliente, não deixei de comprar tanto nas lojas quanto no site.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade