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Economia

Renda per capita varia de R$ 1 mil a R$ 3,4 mil por Estado e DF

O país registrou um aumento de 9,3% no rendimento domiciliar em 2024

Renda do brasileiro varia de acordo com o Estado
Produção de notas e moedas de real na Casa da Moeda do Brasil (CMB) em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O rendimento domiciliar per capita no Brasil varia em mais de R$ 2 mil a depender do Estado. Entre as unidades federativas, o Maranhão registrou a menor renda per capita, R$ 1 mil, enquanto o Distrito Federal alcançou R$ 3,4 mil, que lidera o ranking. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 28.

Isso significa que a renda do Maranhão corresponde a apenas 31,3% da do Distrito Federal, que abriga muitos servidores públicos com altos salários. O rendimento domiciliar per capita do Brasil em 2024 foi de R$ 2 mil mensais. Este valor representa um aumento nominal de 9,3% em relação a 2023, quando era de R$ 1.893.

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Os dados do IBGE são apresentados em termos nominais, sem ajuste pela inflação, o que evita comparações diretas com anos anteriores. A renda per capita é calculada ao dividir o rendimento total dos domicílios pelo número de moradores, o que inclui salários, aposentadorias e auxílios sociais.

Renda per capita influencia na distribuição do FPE

Bolsa Família
Bolsa Família impulsiona rendimentos | Foto: Lyon Santos/MDS

Essas informações são cruciais para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), que visa a equilibrar a capacidade fiscal das unidades federativas. A divulgação atende a uma exigência legal e fundamenta os cálculos do Tribunal de Contas da União (TCU).

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE é a base desses dados. Em 2023, Maranhão e Distrito Federal já ocupavam os extremos do ranking, com rendas de R$ 945 e R$ 3.357, respectivamente.

Os anos de 2023 e 2024 foram marcados pela recuperação do mercado de trabalho, o que eleva a renda das famílias. Além disso, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva ampliou programas sociais, como o Bolsa Família, o que impulsionou os rendimentos domiciliares.

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