publicidade
Economia

Risco-Brasil registra em 2024 a maior alta anual desde 2015

Somente em dezembro, houve o maior aumento desde maio de 2023

Risco-Brasil registra em 2024 a maior alta anual desde 2015
O fechamento do CDS em 2024 supera em 72,53 pontos o do ano anterior | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O risco-Brasil, mensurado pelos Credit Default Swaps (CDS) de cinco anos, atingiu 205 pontos na última segunda-feira, 30. O número supera em 72,53 pontos o fechamento de 2023, que registrou 132,49 pontos. 

Foi a maior alta anual do risco-país desde 2015, quando o Brasil passou por uma recessão econômica, durante o governo de Dilma Rousseff. Naquele ano, o CDS fechou em 287,9 pontos. Os dados são do site Investing Brasil. 

Receba nossas atualizações

Apenas em dezembro, a alta do risco-Brasil foi a maior desde maio de 2023. O CDS subiu 43,5 pontos no mês, em meio às discussões entre o Executivo e o Congresso sobre o pacote fiscal. O mercado considerou insuficientes as medidas divulgadas pelo Ministério da Fazenda, e as reações ao anúncio levaram o dólar comercial a superar a cotação de R$ 6 pela primeira vez na história.  

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

O patamar mais baixo do CDS durante o governo Lula foi em fevereiro passado, quando atingiu 122 pontos. O afrouxamento das metas de resultado primário das contas públicas, anunciado por Fernando Haddad em abril, desencadeou uma nova alta do risco-país. 

Durante o governo Bolsonaro, o pico do CDS foi em março de 2020 — quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de covid-19 —, de 377 pontos. O nível mais baixo foi 92 pontos, em dezembro de 2019. 

fernando haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Diogo Zacarias/MF

Como o CDS mensura o risco-Brasil

Os Credit Default Swaps, ou “swaps de inadimplência”, em tradução livre, são instrumentos financeiros que foram desenvolvidos na década de 1990 e servem como seguros contra o risco de calote para empréstimos e outros tipos de dívida. 

Na dinâmica dos CDS, uma instituição financeira vende um desses contratos para um investidor, que paga uma taxa para essa mesma empresa em troca de proteção contra o risco de calote em alguma negociação. 

Assim, se o emissor da dívida ficar inadimplente, quem vendeu o CDS é responsável por pagar ao investidor o valor combinado. Ou seja, quando o risco-país sobe, é porque aumentou também a percepção de risco para assumir a dívida de um determinado governo.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade