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Economia

Rússia dá calote em dívida pela 1ª vez em 100 anos

Mercado considera que país não cumpriu os pagamentos; Moscou qualifica situação como ‘farsa' criada artificialmente

rússia calote
Vladmir Putin estaria com câncer em estágio avançado 16/05/2022 | Foto: Divulgação/Kremlin

A Rússia deu calote em sua dívida soberana em moeda estrangeira pela primeira vez desde 1918, após a revolução bolchevique.

Durante meses, o Kremlin encontrou caminhos para contornar as penalidades impostas depois da invasão da Ucrânia, mas, no domingo 26, o período de carência de cerca de US$ 100 milhões em pagamentos de juros devidos expirou e configuram a inadimplência.

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“As notícias sobre a descoberta do calote da Rússia, pela primeira vez em mais de um século, situam quão fortes são as ações que os Estados Unidos, junto com aliados e parceiros, tomaram, bem como o impacto sobre a economia da Rússia”, informou o governo norte-americano, em um comunicado à imprensa nesta segunda-feira, 27, durante a cúpula do G7, realizada na Alemanha.

Desde que as tropas russas invadiram a Ucrânia, em 24 de fevereiro, os países do G7 — as maiores economias do mundo — anunciaram uma série de sanções econômicas para tentar frear os combates na Ucrânia e isolar os russos.

As reservas estrangeiras do Banco Central da Rússia estão congeladas e os maiores bancos do país foram retirados do sistema global de pagamentos.

O que diz o Kremlin

O Kremlin rejeitou as alegações de que deu calote em sua dívida externa e informou que o país fez os depósitos em euros e dólares.

Enquanto o mercado considera que a Rússia está oficialmente em default — um nome para calote —, o ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, qualifica a situação como uma “farsa”.

“Temos dinheiro em caixa e estamos em prontidão para pagar”, disse Siluanov. “Trata-se de uma crise criada artificialmente por um país hostil e que em nada afetará a qualidade de vida dos russos.”

O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia fez pagamentos de títulos em maio, mas que foram bloqueados por causa das sanções ocidentais. Considera, por isso, que “não se trata de um problema da Rússia”.

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3 comentários
  1. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Agora vamos comentar o massacre que os Russos estão impondo aos Ucranianos, cidades dizimadas, vidas ceifadas, não é momento para os economistas de plantão dar aula de como o Ocidente devem tratar os Russos economicamente.

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    kkkkk
    PIADA NÉ??!!
    Roubaram todos os depósitos russos e depois falam que dão calote??
    Até parece a PM, em seus famosos “enquadros” querendo achar pelo em ovo.
    Delinquentes no trânsito e nóias nas ruas a PM nem dá bola pro cidadão assediado.
    FORÇA RUSSO!! kkkk

  3. Angela
    Angela

    É tudo uma farsa do Ocidente para desacreditar a Rússia. O Ocidente age de forma muito baixa e ainda manda o seguinte recado para Putin: “Vou roubar seu dinheiro e dizer que você está quebrado!
    Quando a Rússia interveio na Ucrânia, o Ocidente congelou bilhões de dólares e euros em ativos russos. Dependendo do relatório, isso inclui até 300 bilhões de dólares em reservas cambiais do banco central russo. Além disso, o Ocidente isolou a Rússia com suas sanções dos mercados financeiros internacionais. Em outras palavras, ocidentais.. Somam-se a isso as sanções contra os bancos russos e o isolamento de muitos bancos russos do sistema internacional de pagamentos SWIFT, que em alguns casos impossibilita os pagamentos entre a Rússia e outros países. Mas isso não é o fim da história, porque a Rússia, ao contrário do Ocidente, é muito cuidadosa em cumprir seus contratos. A Rússia poderia ter dito aos investidores que agora esperam seu dinheiro: “Liguem para a UE e para os EUA, eles têm nosso dinheiro. Pegue isso deles!” No entanto, a Rússia fez os pagamentos devidos apesar dos pesares.
    Der Spiegel, desta feita foi decente: “No que diz respeito a novos empréstimos de curto prazo da Rússia, um default formal seria amplamente simbólico, dado que Moscou atualmente não consegue emprestar internacionalmente de qualquer maneira e, graças às suas ricas receitas de petróleo e gás, não precisa. Mas o ‘estigma’ provavelmente aumentaria seus custos de empréstimos no futuro – e por muitos anos.”

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