O mercado automotivo brasileiro passou por uma transformação profunda nos últimos dez anos. Se em 2015 os sedãs lideravam as vendas de carros zero quilômetro no país, hoje os SUVs ocupam o posto de principal escolha dos consumidores.
Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que os sedãs respondiam por 29% das vendas em 2015. Em 2025, essa participação caiu para 12%. No mesmo período, os SUVs saltaram de 14% para quase 55% do mercado.
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Especialistas apontam que a mudança no perfil do consumidor e a redução da diferença de preços entre as categorias impulsionaram o avanço dos utilitários esportivos.
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“Eu vejo a queda dos sedãs muito mais como uma perda de protagonismo do que um abandono. O SUV virou o ‘carro padrão’ da família brasileira”, afirmou Murilo Briganti, sócio da Bright Consulting ao g1.
Segundo ele, consumidores encontram hoje SUVs e sedãs em faixas de preço semelhantes. Modelos como Volkswagen Virtus e T-Cross disputam compradores na casa dos R$ 110 mil. Em segmentos mais altos, Toyota Corolla e Corolla Cross também aparecem como opções próximas.
Além do preço, especialistas apontam outros fatores que favoreceram os SUVs, como posição mais elevada ao dirigir, sensação de segurança, versatilidade e percepção de status.
Milad Kalume Neto, consultor automotivo, avalia que a chegada de SUVs de entrada deve ampliar ainda mais essa tendência nos próximos anos. “Provavelmente teremos picos de vendas com 50% de participação ao longo do ano”, afirmou.

Sedãs mantêm espaço entre nichos e uso profissional
Mesmo com a perda de mercado, os sedãs seguem presentes em nichos específicos e entre consumidores que priorizam características como conforto, estabilidade e espaço interno.
Segundo especialistas, modelos voltados ao segmento executivo mantiveram desempenho mais estável na última década. Sedãs maiores e de luxo ainda concentram compradores que valorizam exclusividade e perfil corporativo.
“Aquela imagem do CEO de uma empresa saindo de um Fiesta Hatch? Não, né? O cara sai de Mercedes Classe C, E, SL… todos sedãs”, disse Milad Kalume Neto.
Os especialistas também apontam que taxistas, motoristas de aplicativo, locadoras e frotistas ajudam a sustentar parte da demanda.
“Frotas, locadoras, motoristas de aplicativo e taxistas valorizam espaço interno, conforto e custo operacional”, afirmou Murilo Briganti.
O porta-malas maior também pesa na decisão de consumidores que fazem viagens frequentes ou transportam mais bagagem.
Além disso, há motoristas que ainda preferem o comportamento dinâmico dos sedãs.
“Existe um público mais tradicional que ainda prefere o sedã pela dinâmica: carro mais baixo, centro de gravidade mais próximo do solo, melhor estabilidade em estrada”, afirmou Briganti.
Entre os modelos que continuam como referência do segmento está o Toyota Corolla, um dos sedãs mais vendidos do país.
O veículo mantém características valorizadas por parte dos consumidores, como acabamento interno mais refinado e foco em conforto, em um mercado cada vez mais dominado pelos SUVs.
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Eu acordo e analiso a compra do meu próximo carro. Talvez um carro que me dê uma sensação de segurança, sensação?, com um centro de gravidade crítico que pode facilitar o capotamento se os softwares não entrarem em ação e que também tenha a opção de direção mais elevada quero ver os assaltos no trânsito em posição privilegiada, ahhhhh e eu também poderia utiliza-lo num terreno bem esburacado que quase nunca vou, lógico não boto meu carro em buraqueira. Ufa, vou comprar esse tal de Sport Utility Vehicle apesar de tudo!
Decadas atras ter um carro era simbolo status, independencia economica, liberdade de ter seus horarios, porem o tempo passou, as ruas se encheram, o perigo de andar na rua e ser assaltado aumentou muito e, sobretudo, o $$ diminuiu muito. Vejo tudo isso como fator de ter diminuido em muito o acesso a esse meio de transporte. Posso até estar equivocado, mass é por ai que vejo o porque dos veiculos populares estarem em baixa.