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Economia

Tarifas dos EUA: indústrias pedem que governo negocie adiamento de 90 dias

CNI solicitou à gestão de Lula tempo maior para adoção da taxa de 50% a produtos brasileiros, para melhor analisar o impacto no mercado

Lula se referiu ao plano de Trump para impor tarifas a países considerados desleais nos acordos com os EUA | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Diante do risco de novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) requisitou que o governo federal negocie com os Estados Unidos (EUA) o adiamento dessas medidas por, no mínimo, 90 dias.

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A solicitação foi apresentada nesta segunda-feira, 14, durante reunião virtual conduzida pelo presidente da CNI, Ricardo Alban. O encontro on-line contou com a presença da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, além de líderes das federações industriais.

Justificativas e impactos econômicos da medida dos EUA

‘Os impostos pagos aos Estados Unidos beneficiam os cidadãos norte-americanos’, disse Trump | Foto: Reuters/Ken Cedeno

O objetivo do adiamento é criar um período extra para que os segmentos industriais possam analisar detalhadamente o impacto das tarifas e avaliar alternativas diplomáticas para minimizar prejuízos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário de 50% na semana passada. A previsão é que ele vigore a partir de 1º de agosto, segundo comunicado enviado a Luiz Inácio Lula da Silva, embora o país estrangeiro ainda não tenha oficializado por ato executivo.

Setores produtivos defendem a ideia de que o prazo adicional é essencial para evitar perdas expressivas. Projeções iniciais apontam possível corte de 110 mil empregos e retração do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, caso as tarifas entrem em vigor. Analistas calculam queda do PIB entre 0,3% em 2025 e até 0,5% em 2026.

Segundo a secretária Tatiana Lacerda Prazeres, as demandas da CNI serão submetidas ao governo federal para embasar futuras negociações diplomáticas. O pleito surge no contexto da criação do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, instituído por Lula para coordenar respostas brasileiras.

Leia também: “A conta chegou”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 277 da Revista Oeste

Nesta terça-feira, 15, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que lidera o comitê, se reúne com representantes da indústria e do agronegócio. Eles devem discutir os efeitos das novas tarifas.

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3 comentários
  1. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    O “tirado da cadeia” e o “aiatolá supremo” são os responsáveis perante a Nação pelo incidente. Não adianta a militância da extrema esquerda fazer gritaria, porque no fundo, é uma cortina de fumaça contra os grandes escândalos financeiros, entre eles, o do INSS e o rombo das estatais. O governo e o seu representante colocado ali está ruindo de podridão. A Lei Magnitsky vem aí!

  2. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    É só pedir pro Alexandre negociar….
    Afinal ele é quem manda na bananolândia…

  3. Denis R.
    Denis R.

    O governo Trump é duro nas negociações… penso que não irão ceder sem que o Brasil demonstre com ações que vai voltar a ser uma verdadeira democracia.

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