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Economia

Tribunal dos EUA veta cláusula de plano de reestruturação da Gol

Gol afirmou que a decisão "não altera suas operações" e que ainda avalia se recorrerá

A dívida líquida da Gol, que inclui empréstimos, financiamentos, arrendamento e Financiamento de Devedores em Posse, alcançou R$ 30 bilhões | Foto: Reprodução/X
A dívida líquida da Gol, que inclui empréstimos, financiamentos, arrendamento e Financiamento de Devedores em Posse, alcançou R$ 30 bilhões | Foto: Reprodução/X

A Corte Distrital do Sul de Nova York excluiu, na quarta-feira 3, a cláusula de third party releases do plano de recuperação da Gol. O mecanismo protege terceiros ligados à empresa contra ações judiciais. O item havia sido aprovado em maio, dentro do Chapter 11.

A retirada não afeta o plano de reestruturação nem a situação financeira da companhia, que deixou oficialmente o Chapter 11 em 6 de junho depois de concluir todas as transações previstas. Em nota, a Gol afirmou que a decisão “não altera suas operações” e que ainda avalia se recorrerá.

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Os third party releases são cláusulas usadas para blindar executivos, acionistas e empresas relacionadas contra processos futuros movidos por credores. O governo norte-americano tem contestado o dispositivo com maior frequência.

No caso da Gol, a mudança tem efeito apenas jurídico: terceiros ligados à companhia deixam de contar com essa proteção e podem ser alvo de ações na Justiça dos EUA.

Entenda a recuperação judicial da Gol

Avião da companhia aérea Gol | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Um avião da companhia aérea Gol | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos começou em janeiro de 2024, quando a empresa entrou no Chapter 11 para renegociar dívidas e reestruturar operações sob supervisão da Justiça de Nova York.

O processo foi concluído em 6 de junho de 2025, depois da aprovação do plano de reorganização, que envolveu captação de cerca de US$ 1,9 bilhão, quitação do financiamento DIP, redução da alavancagem para 5,4 vezes e reforço de liquidez para aproximadamente US$ 900 milhões.

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Com a saída do Chapter 11, a companhia passou a ter 80% de seu capital controlado pela holding Abra Group, que assumiu a estratégia de expansão e reequilíbrio financeiro. A Gol afirma que a reestruturação não afetou as operações, prevê redução adicional da alavancagem nos próximos anos e já iniciou medidas de reorganização de frota, rotas e custos, mirando retomada de capacidade e crescimento operacional depois do processo.

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