publicidade
Imprensa

Associação Brasileira de Imprensa defende regulação das redes sociais

Entidade se preocupa com a ascensão da 'extrema direita' na internet

Bot - Sentinel - Plataforma - Twitter - Imprensa
A imprensa é fundamental para a democracia porque informa a população, fiscaliza os governantes e amplia o debate público | Foto: BMZ.de/Reprodução

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou uma carta institucional ao final da 3ª Semana Nacional de Jornalismo, neste domingo, 13, em que defende a regulação das plataformas digitais e das chamadas big techs.

O evento, realizado entre os dias 7 e 11 de abril em cinco capitais brasileiras, buscou “identificar os problemas e ameaças atuais ao jornalismo, à comunicação, à liberdade de imprensa e de expressão e à democracia, e apontar os caminhos para superar esses obstáculos”.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste

Ao longo da carta, a entidade manifesta sua preocupação com a disseminação de desinformação e com a concentração de poder das empresas de tecnologia. “Apesar da importância das redes sociais e das plataformas digitais para a difusão de cultura e conhecimento, seus efeitos colaterais danosos devem ser combatidos e corrigidos”, afirma o documento.

A ABI sustenta que “o controle social dos meios de comunicação é um exercício de cidadania” e classifica a regulação das big techs como “uma tarefa democrática”. De acordo com a entidade, “sem ela, nós teremos incompleta a democracia no Brasil” e a considera como “uma tarefa civilizatória”.

Leia mais:

Um dos pontos centrais da manifestação é o alerta para a monetização e o impulsionamento de conteúdos nocivos nas redes. “Não é razoável que alguém fature com o discurso de ódio e com conteúdos que possam causar danos e crimes e nada aconteça”, sustenta. “O que era uma oportunidade de democratizar a comunicação e dar voz às pessoas acabou se tornando uma armadilha.”

A ABI também chama atenção para a perda de protagonismo das grandes empresas jornalísticas tradicionais e para a expansão de discursos radicais em seus lugares. “O declínio dessas empresas refletiu no quase desaparecimento das reportagens e esse espaço foi ocupado nas redes sociais pela ‘extrema direita’”, diz.

ABI defende a exigência de diploma para integrar a imprensa

Outro tema recorrente é a crítica ao que a entidade denomina como transformação da comunicação em instrumento partidário. Para a ABI, “a transformação dos meios de comunicação em verdadeiros ‘partidos políticos’, alinhados com os setores mais conservadores da sociedade, é mais um desafio que deve ser enfrentado”.

Além da defesa da regulação digital, o documento endossa a retomada da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, com apoio à Proposta de Emenda à Constituição 206/2012. “Defender a exigência do diploma é reconhecer o papel dos jornalistas na construção de uma sociedade mais justa, plural, democrática e comprometida com os direitos humanos.”

A entidade também se posiciona sobre os chamados desertos de notícias, regiões com pouca ou nenhuma cobertura jornalística. “O deserto de notícias é um campo fértil para a indústria criminosa das fake news”, diz a carta, ao defender a valorização do jornalismo comunitário e da produção de conteúdo local.

Nesse contexto, a ABI aposta no fortalecimento de comunicadores populares como saída para os impasses da comunicação no país. “A 3ª Semana Nacional de Jornalismo apontou que se existe uma saída hoje para a comunicação no Brasil, ela passa pelos comunicadores populares, um dos movimentos mais importantes do Brasil atual”, destaca.

Leia também: “Jornalismo suicida”, artigo de Branca Nunes publicado na Edição 212 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

5 comentários
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Parece piada mas não é!
    A Entidade da imprensa buscando a censura.
    O que estamos formando nos cursos de Direito e Comunicações!

  2. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    Claro que defende, afinal ninguém mais acredita na imprensa tradicional, todos sabem que são um bando de esquerdopatas que querem fazer lavagem cerebral na população e nos transformar em marionetes deles.

  3. ECM
    ECM

    O caminho para enfrentar esses obstáculos, é se reinventar. Não é a liberdade de expressão na internet que está derrubando o “jornalismo tradicional ou a imprensa”. O que os derruba é que vocês não são de confiança. Imprensa comprada que foge dos fatos e nos empurram narrativas toscas como se fossemos criancinhas. É uma vergonha chamar de jornalistas pessoas que se posicionam contra a liberdade de expressão – tristemente vendidos.

  4. Silas
    Silas

    É no mínimo insano a “imprensa” querendo censura! 1984, de George Orwell, virou realidade no Brasil. Que tempos os nossos…

  5. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Aqui esta o prova de um braço do DEEP STATE.
    A velha e podre imprensa parasita e corrupta esperneando pra sobreviver.
    O povo que se ferre , o que vale são os nossos interesses .

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.