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Como a TV estatal da Venezuela noticiou a queda de Maduro

A teleSUR apostou em um tom militante, dando espaço para ala madurista do país

Nicolás Maduro a bordo do navio anfíbio USS Iwo Jima, a caminho dos EUA | Foto: Reprodução/TruthSocial
Nicolás Maduro a bordo do navio anfíbio USS Iwo Jima, a caminho dos EUA | Foto: Reprodução/TruthSocial

A televisão estatal da Venezuela, a teleSUR, adotou um tom militante ao tratar a queda de Nicolás Maduro. A emissora levou ao ar, em rede nacional, uma declaração do governo que atribuiu o desfecho a uma ofensiva dos Estados Unidos. A leitura ocorreu na madrugada deste sábado, 3, e ocupou a programação por vários minutos.

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Logo na abertura, o canal classificou o episódio como agressão internacional. O texto apresentado afirmou que o país “rejeita, condena e denuncia perante a comunidade internacional a grave agressão militar”. A mensagem atribuiu o ataque ao “atual governo dos Estados Unidos da América” e citou ações em áreas civis e militares.

Ao longo da cobertura, a estatal entrevistou militantes alinhados ao regime. Também repercutiu notas e vídeos de autoridades locais, a maioria com tons de combatividade e animosidade aos EUA (inclusive, apresentando vídeos da bandeira norte-americana sendo queimado). O conteúdo exibido manteve unidade discursiva e, em nenhum momento, houve contraponto nem menção a versões externas ao governo.

Discurso de mobilização e apoio político a Maduro

No comunicado lido ao vivo, a estatal reforçou o posicionamento do governo de que a ação violou a Carta das Nações Unidas. O texto mencionou artigos sobre soberania e uso da força. A leitura destacou riscos à estabilidade regional.

A emissora reforçou acusações contra Washington. Segundo a nota, o objetivo seria “confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, particularmente o seu petróleo e minerais”. O governo informou a ativação de um “estado de comoção externa”.

Além do material governista, a teleSUR deu espaço até a uma nota do Partido Comunista do Brasil, buscando reforçar a narrativa de que Maduro supostamente possui apoio em outros países.

Leia mais: “PT chama captura de Maduro de ‘sequestro’ em nota oficial”

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