O Estado de S. Paulo publicou, nesta segunda-feira, 20, um editorial que critica a condução do caso Banco Master pelo ministro Dias Toffoli e cobra iniciativa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para preservar a integridade da Corte. Com o título É preciso constranger Dias Toffoli, o editorial afirma que decisões de Toffoli violam leis e princípios constitucionais, corroendo a credibilidade do Supremo.
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O editorial sustenta que o caso Master jamais deveria ter chegado à Corte. Executivos do Banco Master e do Banco de Brasília não possuem prerrogativa de foro, e a única justificativa apresentada (uma negociação imobiliária entre Daniel Vorcaro e um deputado) seria insuficiente para justificar a relatoria de Toffoli. Para o jornal, isso representa uma subversão do princípio do juiz natural e do devido processo legal.
‘Toffoli atua como juiz incompetente’
O Estadão lembra que a Constituição estabelece, de forma clara, que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”. Para o jornal, ao assumir a relatoria, “Toffoli atua como juiz incompetente” e “abastarda” o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
O editorial também aponta razões objetivas para o impedimento do ministro. Recentes relações comerciais que envolvem familiares de Toffoli e aliados de Vorcaro, ainda que legais, criam conflito de interesse. O jornal sustenta que, do ponto de vista legal, não há condição para que o ministro permaneça à frente do caso, que deveria tramitar na primeira instância.
Ao encerrar o texto, o Estadão afirma que, “se a autocontenção e o constrangimento entre pares falharem, resta o controle externo previsto na Constituição”. “Chegará a hora, então, de o Senado exercer uma de suas mais elevadas prerrogativas e impor limites a ministros do Supremo que se julgam inalcançáveis pelo escrutínio republicano”.
O jornal — que sempre defendeu a atuação “excepcional” do STF para punir o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados — voltou a justificar as medidas ilegais adotadas pela Corte ao longo dos anos, porque havia “uma ameaça real à democracia que ensejava medidas que, em tempos normais, seriam atípicas, mas, naquelas circunstâncias excepcionais, eram ao menos justificáveis”.
Agora, porém, o Estadão entende que não há, no caso Master, nenhuma justificativa excepcional que permita decisões heterodoxas ou potencialmente ilegais. O editorial conclui que defender o Supremo hoje significa exigir correção de desvios internos.
O jornal reforça que cabe a Fachin exercer sua liderança, cobrando autocontenção entre pares e reafirmando limites legais. Se o constrangimento interno falhar, afirma o editorial, o Senado poderá acionar o controle externo previsto na Constituição para impor limites a ministros que se consideram inalcançáveis.
Leia também: “Os tentáculos do Master”, texto de Carlo Cauti publicado na Edição 305 da Revista Oeste





































É descarado, palhaçada.
O cara tá protegendo o “amigo” como se fosse um colega de escola que esqueceu de fazer a lição…
Pode tudo nessa várzea. É uma narco cleptocracia..
Um editorial que não serve para nada, somente para tentar enganar os Antônios da Silva, é um tal de morde e assopra, que só os idiotas vibram com uma porcaria como essa, a cada dia a credibilidade dessa porcaria afunda ainda mais.
Fachin? serviu pra destruir Lava jato e impedir a policia do RJ combater o crime organizado , com certeza não vai tomar atitude alguma,,,,,
Gente, não é Corte, é facção