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Estadão critica o 'excesso de excepcionalidades' do STF

Jornal aborda mais condenações de manifestantes do 8 de janeiro, que foram impostas por meio do plenário virtual da Corte

excesso de excepcionalidades no stf - estadão
Supremo erra ao julgar réus por manifestações em Brasília de forma on-line, avalia o jornal O Estado de S. Paulo | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A forma com a qual o Supremo Tribunal Federal (STF) está lidando com réus das manifestações do 8 de janeiro rende críticas por parte do jornal O Estado de S. Paulo. Em texto publicado nesta sexta-feira, 6, o Estadão afirma que, ao levar o caso para o plenário virtual, onde não há discussões entre ministros, esperava-se, ao menos, a aplicação de penas mais brandas. Isso, contudo, não ocorreu. “Excesso de excepcionalidades”, afirmou a publicação.

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Nesse sentido, em editorial, texto que representa a opinião de uma empresa de comunicação, o Estadão cita que, nesta semana, três pessoas envolvidas no 8 de janeiro foram condenadas, via plenário virtual do STF, a penas que variam de 12 a 17 anos de prisão. Ao citar que julgamentos on-line podem ser a forma para dar maior agilidade ao Supremo, que tem fila com mais de mil ações penais, o jornal reforça que esse modelo prejudica, sobretudo, a atuação da defesa.

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“Esses julgamentos expõem um dilema sério. Por um lado, o STF não tem condições de realizar o julgamento presencial de todos esses casos. São mais de mil ações penais“, afirma o Estadão, em trecho de seu editorial desta sexta. “Por outro, é inegável que o julgamento virtual produz graves limitações ao direito de defesa. Nessa situação, a atuação da defesa fica resumida à apresentação de um vídeo do advogado, que ninguém sequer sabe se será visto pelos ministros julgadores. A Lei 8.038/90 e o regimento interno do STF garantem o direito à sustentação oral.”

As excepcionalidades do STF, conforme o Estadão

barroso stf
O ministro Luís Roberto Barroso ao tomar posse como presidente do STF — 29/09/2023 | Foto: Fátima Meira/Estadão Conteúdo

Nesse sentido, de o plenário virtual limitar o trabalho da defesa de réus, o Estadão afirma que as penas aplicadas deveriam ser mais brandas. Dessa forma, o jornal volta a mencionar o caso de manifestantes que acabaram de ser condenados pela Corte por envolvimento nos protestos de 8 de janeiro. Na ocasião, a saber, a sede do STF, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional foram invadidos. “Não cabe condenar uma pessoa a 17 anos de prisão, sendo 15 anos e meio em regime fechado, em um julgamento no qual o defensor foi impedido de apresentar suas alegações — e que, por já ter começado no STF, terá reduzidas oportunidades de recurso e de revisão.”

“É preciso punir quem atuou contra a lei e contra as instituições democráticas. Mas essa tarefa, no Estado Democrático de Direito, exige mais do que mão pesada”. prossegue o jornal. “Requer discernimento e razoabilidade. Só assim a punição cumprirá sua função.”

A íntegra do editorial do Estadão sobre as excepcionalidades do STF está disponível na internet.

Leia também: “Militante supremo”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 184 da Revista Oeste

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7 comentários
  1. Luiz Renato
    Luiz Renato

    Bem vindo ao mundo que vocês ajudaram a criar Estadão, por omissão ou apoio declarado.

  2. Ivan Sérgio de Paula lima
    Ivan Sérgio de Paula lima

    Estão no desespero para recuperar assinantes, só isso!
    Vão falir!

  3. Oldair Dorigon Bianco
    Oldair Dorigon Bianco

    stf é a pior merda, depois do luladrão, que existe neste bananal.

  4. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    O Estadão se esquece que tudo fez para derrubar o governo Bolsonaro, aplaudindo a Suprema Corte nas inconstitucionais decisões monocráticas contra seu bom governo. Editoriais ridículos chamavam bolsonaristas de “camisas pardas” e fascistas e agora reclamam. Perderam leitores mané (CONSORCIO), decadente imprensa.

  5. PCC
    PCC

    Esse jornal é um dos responsáveis pela eleição dessa quadrilha em 2022. Fez o L e agora fica querendo dar uma imparcial.

  6. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Estadão, tal como Globo e outras tantas mídias, e seus empregados fazem parte da parte podre da Nação, tanto para lá quanto para cá.
    Se movem a favor de seus interesses estritamente comerciais e financeiros; contrários ou não ao País; tanto faz, o importante são eles.
    Ganharíamos não mais mantendo entidades do tipo se aproveitando da ignorância e alienação de boa parte do brasileiro.
    Fui um de seus assinantes.
    Mídia que não me interessa ter como referência seja lá do que quer que for!

    1. Marco Polo Gerard Bondim
      Marco Polo Gerard Bondim

      É um problema sério a Revista Oeste não permitir a edição simples de textos do próprio Autor.
      Por vezes sai absurdos até mesmo que tornam a mensagem inteligível ou de sentido distorcido.
      É uma pena!

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