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Estadão: ‘Quem decide sobre aborto é o povo’

Jornal critica intromissão do STF em decisão que cabe ao Congresso Nacional

STF licença-paternidade
Estadão: 'A convicção de cada ministro nessa questão vale exatamente o mesmo que a de cada um dos mais de 150 milhões de eleitores brasileiros, não menos e, sobretudo, não mais' | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Em editorial publicado nesta sexta-feira, 22, o jornal O Estado de S. Paulo firmou posição sobre a competência do Congresso Nacional para decidir sobre o aborto. Uma eventual decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na ação do Psol para descriminalizar o prática até a 12ª semana de gestação configuraria “flagrante violação à prerrogativa do Legislativo”, defende o Estadão.

+ Rosa Weber vota a favor da descriminalização do aborto

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“A única resposta cabível da Corte à ação deveria ter sido dada já em 2017, pela própria Rosa Weber [relatora do processo]: negar conhecimento para que a questão fosse tratada pelo Poder Legislativo”, afirma o editorial, texto que expressa a opinião de um jornal.

O Estadão lembra que as críticas ao Judiciário brasileiro têm sido cada vez mais intensas justamente “por intrometer-se na competência dos outros Poderes”. “Agora, a Corte tem mais uma vez a oportunidade concreta de demonstrar respeito ao princípio da separação dos Poderes.”

Estadão lembra voto ‘pavoroso’ de Barroso sobre aborto

Rosa Weber (esq.) chancelou voto ‘pavoroso’ de Luís Roberto Barroso (dir.), em 2016, sobre aborto | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Mas o jornal sabe que é grande a chance de o STF decidir, a despeito da clara falta de competência. Rosa Weber, em voto protocolado na madrugada desta sexta, 22, quando a votação foi aberta no plenário virtual, não só considera que é competência da Corte decidir sobre o aborto, como votou favoravelmente à ação do Psol. Por um pedido de destaque do ministro Luís Roberto Barroso, o caso será julgado presencialmente.

Além disso, o Estadão lembra de um “caso pavoroso de teratologia jurídica”, em 2016, quando “Barroso extrapolou o objeto de um julgamento sobre um habeas corpus e extraiu a fórceps da Constituição um período de três meses de gestação dentro do qual o aborto não seria ilegal”. Naquele voto — que rendeu um pedido de impeachment de Barroso jamais levado adiante no Congresso — o ministro foi seguido por Edson Fachin e pela própria Rosa Weber.

+ Com pedido de destaque de Barroso, julgamento do aborto vai para votação presencial

“Não há nada na Constituição que deslegitime a legislação vigente. Tampouco há algo que impeça a sua eventual mudança”, diz o Estadão, referindo-se ao Código Penal, que estabelece duas situações em que não há pena para o aborto: a gravidez decorrente de estupro e a gestação que oferece risco de vida à mãe. Em 2012, o STF, criou uma nova hipótese de descriminalização do aborto: a de bebês anencéfalos.

Para o jornal, o aborto pode continuar proibido no Brasil ou poderia ser legalizado, mas a decisão passa, necessariamente pelo Congresso, e não cabe ao STF. “Cada um é livre para advogar quem deveria ter direito a quê. O que é incontroverso é que, num Estado Democrático de Direito, quem determina quem efetivamente tem direito a que é o povo, seja indiretamente, através de seus representantes eleitos, seja diretamente, através de plebiscito”, defende o jornal.

A convicção de cada ministro nessa questão, afirma o Estadão, “vale exatamente o mesmo que a de cada um dos mais de 150 milhões de eleitores brasileiros, não menos e, sobretudo, não mais”.

Leia também: Por que o STF não deve legislar, reportagem publicada na Edição 178 da Revista Oeste.

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6 comentários
  1. Alessandro Nogueira Silva
    Alessandro Nogueira Silva

    Bolsotontos são mesmo os petralhas com o polo invertido. Ainda que o incapaz (moral e intelectualmente) JAERA tenha jogado o país de volta no colo dos quadrilheiros ele sempre achará “sua turma” exatamente como o Luizinácio. O fanatismo e a burric3 são tão grandes que os tontos batem até em editorial que vai ao encontro das ideias deles… perfeito o editorial do Estadão, irretocável. O brazil não sairá tão cedo desse atoleiro porque esta geração de brasirero é um canavial de hotarious divididos entre duas seitas. Aos não cooptados por um lado ou por outro, o aeroporto.

  2. Ivan Sérgio de Paula lima
    Ivan Sérgio de Paula lima

    Olha o estadinho de novo querendo recuperar assinaturas.
    FEZUELI e agora fica aí tentado se retratar.
    Vai falir em breve.

  3. PCC
    PCC

    Esse jornal fez o L e agora quer se redimir.
    Jornal lixo, não serve nem pra fazer aquilo.

  4. Luiz Renato
    Luiz Renato

    O desgoverno que aí está é que deveria ser abortado, pois preenche todos os requisitos a saber: é anencéfalo; foi gerado por estupro via TSE/STF; e gera alto risco ao país.

  5. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Eu não acredito que a Rosa é nazista e comunista ao mesmo tempo. É de arrepiar.

  6. Andre mendonça
    Andre mendonça

    O Estadão agora está abrindo os olhos para o monstro que ajudou a criar. Ao demonizar Bolsonaro e apoiar a esquerda deixou que o stf transformasse o Brasil numa ditadura totalitária e absolutista.

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