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Globo perde espaço para a internet na Copa de 2026

Recorde histórico da CazéTV indica mudança nos hábitos de consumo e aumenta a disputa pela audiência da Seleção

Campanha da CazéTV fez número de seguidores do goleiro de Cabo Verde saltar, em poucas horas, de 50 mil para mais de 4 milhões de fãs no Instagram | Foto: Reprodução/X/CazeTV
Campanha da CazéTV fez número de seguidores do goleiro de Cabo Verde saltar, em poucas horas, de 50 mil para mais de 4 milhões de fãs no Instagram | Foto: Reprodução/X/CazeTV

A Copa do Mundo de 2026 está consolidando uma transformação que já vinha sendo observada nos últimos anos: a televisão aberta continua líder, mas já não detém sozinha a atenção do público brasileiro durante os grandes eventos esportivos. O principal símbolo dessa mudança é a CazéTV, que bateu recordes históricos de audiência ao transmitir a estreia da Seleção Brasileira no Mundial.

Durante a partida entre Brasil e Marrocos, a CazéTV alcançou um pico de 12,7 milhões de espectadores simultâneos no YouTube, estabelecendo a maior audiência já registrada por uma transmissão esportiva na plataforma. O resultado reforça o crescimento das transmissões digitais e mostra que milhões de torcedores passaram a acompanhar a Seleção por meio da internet.

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Copa: palco para um novo modo de consumo 

A Globo manteve a liderança na televisão aberta. O jogo registrou 31 pontos de audiência na Grande São Paulo, 34 pontos no Rio de Janeiro e 32 pontos no Painel Nacional de Televisão (PNT), principal indicador de audiência do país. Somadas as plataformas do grupo, a transmissão alcançou dezenas de milhões de brasileiros.

Apesar da vantagem da emissora carioca, o avanço da audiência digital chama atenção pelo ritmo de crescimento. A CazéTV não apenas superou seus próprios recordes anteriores como consolidou uma base de público capaz de competir pela atenção dos torcedores em um evento que, durante décadas, foi praticamente dominado pela televisão aberta.

Leia também: “Seleção Brasileira; quem viu, viu”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 326 da Revista Oeste

Outro fator relevante é que o desempenho foi alcançado mesmo com a existência de atraso na transmissão online em relação ao sinal da TV. Ainda assim, milhões de espectadores optaram por acompanhar a partida pelo YouTube, muitas vezes atraídos por uma linguagem mais informal e pela interação em tempo real promovida pelos criadores de conteúdo.

O fenômeno reflete uma mudança geracional no consumo de mídia. Com a popularização das smart TVs, dos celulares e das plataformas de streaming, a internet deixou de ser uma alternativa secundária e passou a disputar diretamente a audiência dos grandes eventos esportivos.

Embora a Globo permaneça como líder na televisão, os números da Copa de 2026 mostram que a hegemonia construída ao longo de décadas enfrenta uma concorrência cada vez mais forte no ambiente digital. O crescimento da CazéTV sugere que o futuro das transmissões esportivas poderá ser marcado por uma disputa mais equilibrada entre as emissoras tradicionais e as plataformas da internet.

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2 comentários
  1. Clarissa Franchi Battistin
    Clarissa Franchi Battistin

    Há mais um ponto a ser considerado. O eleitorado da Direita busca qualquer outra opção para não dar audiência à Globo.

  2. Antonio Saggese Netto
    Antonio Saggese Netto

    A globo tem que desaparecer. Nos enganou e nos manipulou durante cerca de 40 anos. Fora globo.

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