Em editorial publicado na manhã desta quarta-feira, 23, o jornal O Estado de S. Paulo repercutiu a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro de conceder entrevistas e limitou veículos de imprensa e quaisquer outros perfis de divulgarem declarações do político. Na visão do Estadão, trata-se de censura.
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“É vital que a Corte julgue os processos com absoluto respeito ao princípio do devido processo legal e aos direitos e garantias fundamentais protegidos pela Constituição”, afirma o editorial. “Esse cuidado é tão óbvio que chega a ser espantoso para este jornal ter de relembrar o que, de fato, está em jogo no julgamento de Bolsonaro a cada abuso cometido pelo aparentemente todo-poderoso ministro Alexandre de Moraes.”
O Estadão lembrou do episódio da última segunda-feira, quando o ex-presidente saiu de casa em horário permitido. Ele foi à Câmara dos Deputados se reunir com aliados do PL e mostrou a tornozeleira eletrônica à imprensa. Em seguida, na mesma noite, Moraes intimou a defesa para explicar a razão pelo descumprimento de ordem anterior. Sob pena de prisão preventiva, os advogados tinham 24 horas para agir.
“Ora, se é para alijá-lo do debate público, melhor prendê-lo de uma vez”, escreveu o Estadão. “Moraes cometeu um abuso. As medidas cautelares foram impostas a Bolsonaro, e não a terceiros que, por dever de ofício ou apreço pelo ex-presidente, transmitem suas declarações públicas em veículos de imprensa ou nas redes sociais.”
Ao concluir que, nas redes sociais, não existe conteúdo jornalístico que deixe de circular, o jornal questionou a decisão. “O que é isso senão censura prévia?”, escreveu. “O que é isso senão uma afronta gritante à garantia constitucional da liberdade de imprensa?”
Moraes afronta jurisprudência do STF

O texto do jornal O Estado de S. Paulo ainda aborda uma decisão do então ministro do STF Ricardo Lewandowski, atualmente chefe da pasta da Justiça e Segurança Pública do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-juiz permitiu que Lula concedesse entrevista, mesmo condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
“Moraes soprou as brasas da própria retórica de ‘perseguição política’ que Bolsonaro tão bem explora para escamotear a justeza da persecução criminal ora em curso contra ele”, escreveu o jornal. “E, de quebra, ainda rasgou a jurisprudência do próprio STF. Lembremos que, em 2019, nem a Lula da Silva, na época preso por corrupção em Curitiba, foi vedado conceder entrevista. Ressalte-se: Lula estava preso, e não meramente submetido a restrições cautelares, como Bolsonaro.”
Leia mais: “O malabarismo jurídico da PGR”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 278 da Revista Oeste
Na conclusão do texto, o Estadão afirma ser “lastimável” o fato de que os padrões do STF mudem conforme a pessoa que está sob julgamento. Para o jornal, além de ser imparcial, a Corte deve parecer imparcial, sobretudo no julgamento de Bolsonaro, em razão da polarização política no Brasil.
“Decisões abusivas como a do sr. Moraes só reforçam a percepção, já instalada em grande parte da sociedade, de que o STF age por motivações políticas”, concluiu o Estadão. “Isso mina a autoridade institucional da Corte, que não pode incorrer no erro crasso de combater autoritarismo com decisões autoritárias.”





































Parabéns estadão. Que bom que vcs começaram a enxergar aquilo que a direita grita aos quatro vento faz tempo, mas antes tarde do que nunca.
Mesmo sendo do conhecimento público que o Estadão fez campanha para o Lula descondenado nas últimas eleições, ignorando a manobra descarada do STF para colocá-lo na presidência, é alentador que um veículo da velha imprensa acorde para as ilegalidades e o abuso de poder na perseguição implacável que AM faz a Bolsonaro.
Tá, e daí? Tudo continua do mesmo jeito. O psicopata mandando no Brasil sem ter um único voto e tá tudo certo. Mesmo o mundo inteiro sabendo que está tudo errado.
A velha e desacreditada imprensa mais cedo ou mais tarde escreveria o óbvio. No caso do ESTADÃO, censurado por anos a mando do Governo Sarney por mostrar as ” artes ” do Fernando Sarney na CBF, mas ele continua lá como uma espécie de donatário da CAPITANIA CBF, onde divide a gestão com ao menos SEIS funcionários do IDP do Ministro Gilmar Mendes. Nós sabemos o que o ESTADÃO fez na PANDEMIA e no auê do 8 de Janeiro. A História é especialista em desnudar os farsantes, mas seria interessante saber o posicionamento do ESTADÃO, uma espécie de remissão, sobre o caso Filipe Martins com as recentes ” COINCIDÊNCIAS “. Sistematicamente os advogados que defendem Filipe Martins têm sido proibidos nas audiências de irem ao cerne de algo MUITO OBSCURO. Por diversos meios, através de PROVAS que não foram contestadas pelo STF, que diga-se de passagem, no VERDADEIRO ESTADO DE DIREITO a não viagem teria que ser investigada na 1ª Instância, a defesa do Filipe Martins em recente audiência foi SILENCIADA, COAGIDA NOVAMENTE e recebeu uma CARTEIRADA do Juiz Instrutor Rafael designado pelo Ministro Moraes. Quando a defesa do Filipe Martins perguntou ao Agente da PF Fábio Shor se ele conhecia o também PF ADRIANO OLIVEIRA CAMARGO, oficial de ligação da PF nos Estados Unidos, baseado no Estado da Virgínia e atua, vejam bem no HCB e DHS, que cuidam da IMIGRAÇÃO, o Juiz Rafael mandou a defesa se calar e ” TOMAR CUIDADO “, porque um irmão do Adriano Oliveira Camargo é Juiz de Direito. Em um país onde o Sindicato STF/TSE/LULA/PT/VELHA IMPRENSA decide se um advogado pode ou não fazer o seu trabalho na defesa do seu cliente, isso passa a ser o modus operandi INTIMIDATÓRIO, COATIVO, ILEGAL. Em um país normal, onde a Constituição e os Códigos Penais são respeitados, isso não seria normal. Então, mesmo o Sancho Pança, o Sargento Garcia e o Inspetor Clouseau juntos intuiriam que há muito caroço no angu sobre a NÃO ENTRADA do Filipe Martins nos Estados Unidos. O PF Adriano Oliveira Camargo atua nos sensíveis HCB e DHS, e na remota possibilidade de ainda podermos pensar, como nos ensinou o grande Millôr Fernandes, que ” Livre pensar, é só pensar ” e o delegado Fabio Shor afirmou que a suposta viagem de Filipe Martins aos EUA não motivou sua prisão preventiva, parece que entregaram a rapadura sem pesar. Um graúdo Jaó, um Tamanduá-bandeira e uma Onça Pintada do Planalto Central, todos aposentados e especialistas em caçadas e pescarias em busca de provas, acordaram que vai dar muito pano pra muitas mangas o desenrolar da liça. Os três fizeram até um roteiro do que está por ser revelado e sua gravidade. Um roteiro que está causando tremores e rangeres de dentes em seres que de tão supremos, se sentem confortáveis em suas ONIPOTÊNCIAS temporárias.
Ah vá !!!! Verdade, Estadão ?? Putz, ninguém imaginava que isso estivesse acontecendo!!!
… E pensar que o pai desse ditador skinhead era bolsonarista declarado!
continua sendo e nao tem culpa da podridão do seu fruto maligno