publicidade
Imprensa

O STF se converteu em arena política, afirma Estadão

Segundo o jornal, não é por acaso que o Supremo tem perdido a confiança de uma parcela significativa da sociedade

Os que deveriam proteger o cumprimento da lei são os que a subvertem aos seus entendimentos e interesses pessoais, segundo artigo da Oeste |
Os que deveriam proteger o cumprimento da lei são os que a subvertem aos seus entendimentos e interesses pessoais, segundo artigo na Edição 258 da Oeste | Foto: STF/Divulgação

Em seu editorial de opinião desta segunda-feira, 13, o jornal O Estado de S. Paulo apresenta uma crítica ao que considera ativismo judicial do Supremo Tribunal Federal (STF). Ancorado em uma fala do ministro do Supremo Edson Fachin, o qual enfatizou, na última semana, a importância de dar “ao Direito o que é do Direito, e à política o que é da política”, o Estadão faz uma reflexão sobre os limites institucionais da Corte.

+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste

Receba nossas atualizações

O texto enfatiza a necessidade de “despolitizar o tribunal” e devolver ao STF sua função constitucional de guardião da democracia, e não de árbitro político. Ao mesmo tempo, elogia a “lição” de Fachin. “Eis então que nem tudo está perdido no Supremo Tribunal Federal; ainda há quem se constranja com a mistura entre política e Justiça que hoje frequentemente ocorre no STF”, 

Para o jornal, o discurso do ministro mostra a urgência de respeitar os limites constitucionais e rejeitar o ativismo que tem norteado decisões do Supremo nos últimos anos.

+ Dallagnol critica alteração no STF que pode favorecer ministros nomeados por Lula

Ao reforçar que “numa democracia, o juiz não pode dizer quem vai ganhar”, Fachin marca um posicionamento que contrasta com práticas que, segundo a publicação, desgastaram a credibilidade da instituição.

Fachin
Edson Fachin, ministro do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Membros do STF pensam que têm ‘missão civilizatória’

O Estadão condena o uso do STF como “arena política”, tanto por partidos inconformados com derrotas no Congresso quanto por ministros que assumem um protagonismo além de sua função constitucional.

“Alguns de seus ministros se consideram titulares de uma missão civilizatória”, afirma o editorial.

Ele ressalta ainda que essa postura resulta em decisões que extrapolam competências legislativas e, por vezes, afrontam a própria Constituição.

A crítica se estende ao impacto desse comportamento sobre a confiança pública no STF, evidenciado por pesquisas que apontam a perda de credibilidade da Corte. Para o Estadão, essa desconfiança é “fruto do trabalho diligente de alguns de seus ministros, que parecem fazer pouco-caso da natureza colegiada do tribunal e da austeridade inerente à judicatura”.

+ Servidores do Tribunal de Mato Grosso ganham mais do que o triplo do salário dos ministros do STF

O texto, contudo, vai além de um descontentamento pontual e propõe uma solução: “Um profundo reexame de consciência” entre os ministros, tomando como exemplo a “discrição e sobriedade”.

Além disso, o jornal reconhece a importância histórica do STF, ao reafirmar sua defesa da instituição enquanto pilar do regime republicano. No entanto, para recuperar sua credibilidade, o órgão precisaria “falar a voz das leis e da Constituição, não a dos ministros”.

Leia também: Folha de S.Paulo diz que Judiciário vai na contramão da realidade fiscal”

9 comentários
  1. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    E o cabelo não para de arrepiar quando penso que ao falar de ativismo politico do STF também falam de ativismo politico do TSE. Afinal não são os ditadores de toga os mesmos que ditam as regras eleitorais?
    URNA ELETRONICA COM VOTO IMPRESSO JA!

  2. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    .. na verdade com os dois que o idiota do Bolzo nomeou são treze … arre !!!

  3. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Onze urubus se fartam da carniça da nação putrefata …

  4. Cassio Braz
    Cassio Braz

    O artigo do jornal é fraco e não ataca de forma efetiva o STF. Ele é brando nas críticas e esquece os graves erros já cometidos pelo tribunal, principalmente a liberação do ex presidiário. O jornal precisa ser duro e exigir impecheament de ministros que não sigam a Constituição, e tenham vies político . A verdade é que o Estadão apoia o status que vigente e o consórcio STF TSE STJ PT PSOL e ex presidiário

  5. Manfredo Rosa
    Manfredo Rosa

    Missão civilizatória… pobre Brasil. Quanta gente puxando-o para baixo.

  6. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    Nao se pode esquecer que foi de uma decisao do Fachin que saiu a anulaçao das condenaçoes do Lula e que levou ao caos juridico que o Brasil vive hoje!

  7. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    conversa para boi dormir do Fachin, ele é um dos mais politizados do STF. Todos sabem que o Juiz nunca diz que m vai ganhar, mas faz uma força danada para seu lado ganhar.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade