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Record justifica demissão de Arnaldo Duran, que tem doença degenerativa

O jornalista foi diagnosticado com a síndrome de Machado-Joseph

O jornalista Arnaldo Duran lamentou ter sido demitido da Record dois dias antes do Ano Novo | Foto: Reprodução/Record

O jornalista Arnaldo Duran lamentou ter sido demitido da Record dois dias antes do Ano Novo, e classificou a decisão como “maldade” e “ato desumano” por ter uma doença degenerativa.

A emissora se pronunciou na última segunda-feira, 29, dizendo que a demissão foi causada por um processo de reestruturação do jornalismo, que custou duas demissões em massa no segundo semestre de 2023.

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“O departamento de jornalismo da Record passou por uma reestruturação no final do ano passado e alguns profissionais deixaram a emissora, entre eles o Arnaldo Duran, que agradecemos pelo trabalho desenvolvido durante o período que esteve conosco e deixamos as portas abertas para oportunidades pontuais futuras”, disse a emissora em nota ao portal iG Mail.

Qual é a doença degenerativa de Arnaldo Duran

A emissora se pronunciou na última segunda-feira, 29, dizendo que a demissão foi causada por um processo de reestruturação do jornalismo, que custou duas demissões em massa no segundo semestre de 2023 | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A emissora também afirmou que, “por sigilo das informações pessoais, nunca comenta com a imprensa qualquer movimentação de seus colaboradores, bem como seus salários.”

O jornalista foi diagnosticado com a síndrome de Machado-Joseph, doença degenerativa do sistema nervoso. Por causa da demissão da Record, Arnaldo Duran ficará sem o benefício do plano de saúde que tinha como funcionário da emissora.

A cobertura do seguro acaba no fim de fevereiro, e o repórter deu entrada no pedido de permanência no contrato com a empresa de saúde. A diferença é que, agora, o custo será pago pelo próprio bolso.

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Arnaldo Duran  lamentou sua demissão em entrevista ao portal Metrópoles. Ele disse que mesmo com as limitações de sua condição, que dificultam sua locomoção, ele segue conseguindo se comunicar sem problemas.

“Eu fiquei assustadíssimo, não me lembro de ter nenhuma reação quando me disseram”, disse o jornalista. “A ficha não caiu e acho que não caiu até agora (…) E eu acreditava que se eu não ia perder o emprego fácil assim. No equilíbrio eu já quase não consigo ficar em pé, só posso andar com aquele andador. Mas eu falo muito bem ainda.”

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1 comentário
  1. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Arnaldo vc não está sozinho nesta cruzada, nós como empregados que trabalhamos com afinco nos esmerando em produzir qualidade em nossas funções somos tratados como números, e a primeira providencia da empresa que supostamente não está bem financeiramente é nos demitindo, isso é o único e cruel defeito do capitalismo. A empresa empregadora não é obrigada a ti manter empregado, mas no seu caso poderiam ter para com vc consideração pelo seu passado junto a eles. Se prepare amigo seu psiques está aberto para um depressão.

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