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Jornais estrangeiros repercutiram o anúncio de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, como etanol e açúcar orgânico, a partir de 22 de julho, pelo governo dos Estados Unidos. A medida, resultado de uma investigação do USTR iniciada em julho de 2025, é baseada em alegações de práticas comerciais injustas por parte do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou a família Bolsonaro pela situação, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, criticou a falta de boa-fé do petista nas negociações;
A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros ganhou destaque na imprensa internacional nesta quinta-feira, 16. Oficializada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), por determinação do presidente Donald Trump, a medida começa a valer na próxima quarta-feira, 22.
A tarifa atinge setores como etanol, açúcar orgânico, máquinas agrícolas, papel e vestuário. Ao divulgar a medida, o órgão também publicou uma lista de produtos isentos da cobrança adicional, entre eles carne bovina, café, petróleo e laranjas, itens de grande relevância para a pauta exportadora brasileira.
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A sobretaxa decorre da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301, da Lei de Comércio, de 1974. O processo foi aberto em julho de 2025, quando Trump anunciou uma ofensiva comercial contra o Brasil.

O The New York Times afirmou que, segundo a administração Trump, o Brasil “havia adotado uma série de práticas comerciais injustas contra os Estados Unidos”. O jornal também avaliou que “a nova tarifa provavelmente se tornará uma questão política no Brasil antes da eleição presidencial de outubro”.
Na mesma reportagem, o periódico norte-americano informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou integrantes da família Bolsonaro pela ameaça tarifária. O veículo cita o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O britânico The Guardian destacou declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, segundo as quais Lula e seu governo “não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé”. O jornal observou ainda que “os Estados Unidos, porém, mantêm há anos um superávit no comércio de bens com o Brasil”.

Le Monde cita discurso de Flávio contra tarifa dos EUA em audiência
Na França, o Le Monde afirmou que, com a adoção da nova política comercial, “o Brasil se torna o primeiro alvo dos Estados Unidos”. O jornal também mencionou a viagem de Flávio Bolsonaro a Washington para participar de uma audiência pública promovida pelo USTR, na qual se posicionou contra a imposição de tarifas contra produtos brasileiros.
Segundo o periódico, o senador afirmou na ocasião que a adoção de novas tarifas beneficiaria politicamente o atual presidente, de esquerda, candidato à reeleição.
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