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STF protagoniza 'surrealismo judicial', afirma Estadão

Corte exerce uma ‘flagrante contradição’ em entendimento sobre uso de dados do Coaf em investigações

Zanin - Bolsonaro
Supremo validou decisão do ministro Cristiano Zanin | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, na última terça-feira, 2, o entendimento unânime de que a polícia pode solicitar diretamente ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) relatórios de inteligência financeira sem prévia autorização judicial.

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O colegiado validou uma decisão do relator, ministro Cristiano Zanin. Em novembro de 2023, o magistrado derrubou de forma liminar uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que havia declarado ilegais relatórios do Coaf requisitados diretamente pela polícia e pelo Ministério Público.

À época, Zanin aceitou um recurso do MP do Pará contra uma decisão do STJ, que considerou ilegais as provas obtidas em um processo por meio de dados do Coaf sem autorização prévia do Judiciário.

Em seu editorial desta sexta-feira, 5, O Estado de S. Paulo chamou a trama de “Surrealismo judicial”. “Depois de cinco anos e centenas de investigações criminais prejudicadas Brasil afora, o STF decide que suas próprias decisões são válidas”, ironizou o jornal.

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É que, em 2019, a Corte havia determinado que a polícia e o MP poderiam solicitar informações diretamente ao Coaf ou outro órgão de inteligência financeira caso encontrassem indícios de fraudes em suas investigações.

“Parece ter havido o que a gente chama de manifesto descompasso”, disse a ministra Cármen Lúcia. “É flagrante a contradição com o que foi decidido pelo STF”, avaliou o ministro Alexandre de Moraes.

Alexandre de Moraes, em sessão plenária do TSE - 12/3/2024 | Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE
Alexandre de Moraes admite a contradição em decisão do STF | Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

Caso da ‘rachadinha’

O Estadão relembra que, em julho de 2019, o ministro Dias Toffoli mandou suspender as ações judiciais e as investigações policiais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), suspeito de prática de “rachadinha”. 

O motivo da decisão é que o MP teve acesso às informações por meio do Coaf, mas não houve um pedido prévio à Justiça.

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“Em novembro daquele mesmo ano, Toffoli votou pela cassação de sua própria liminar e acompanhou a maioria do STF para declarar plenamente constitucional aquilo que quatro meses antes classificara como ilegal”, analisou a publicação do jornal, que classifica esse “vaivém” judicial de estarrecedor.

Enquanto magistrados mudavam de opinião, mais de mil investigações criminais foram prejudicadas pela própria Justiça, segundo o Ministério Público. Para o jornal, “os lavadores de dinheiro é que agradecem”. 

5 comentários
  1. jorge alves
    jorge alves

    Isso virou CASA DA MÃE JOANA Á SÉCULOS SEM AMEM >>>>

  2. Otavio Lazario de Queiroz
    Otavio Lazario de Queiroz

    Eu sinto um echando de acordo nessa corte. Im tipo mexeuncom um mexeu com todos
    Não sinto independência nos julgamentos e votos individuais. As falas de Cala Boca já Morreu, Perdeu Mane (vencemos e não me amola) e Missão (que ) foi dada esta cumprida mosrram isso claramente

  3. Otavio Lazario de Queiroz
    Otavio Lazario de Queiroz

    Por isso q tem que repensar essa vitalicidade do STF. Um governo como esse do PT coloca tantos ministros de pensamento político compromete a lisura do processo e a justiça fixa capenga.

  4. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Quem manda lá no STF???? Gilmar – o ser mais abjeto deste país. Indivíduo mal-educado, mau caráter, sem qualquer princípio ético.

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