Acusado de corrupção, ex-banqueiro é executado na China

Também Lai Xiaomin foi sentenciado pelo crime de bigamia; por anos, ele serviu ao Partido Comunista
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A ditadura chinesa não informou os métodos usados na execução de Xiaomin
A ditadura chinesa não informou os métodos usados na execução de Xiaomin | Foto: Reprodução/CCTV

Ex-presidente do banco China Huarong Asset Management Co, Lai Xiaomin foi executado na sexta-feira 29 depois de o “STF chinês” entender que ele cometeu crime de corrupção. Segundo a Justiça, o executivo recebeu suborno de 1,79 bilhão de yuans (R$ 1,5 bilhão) de 2008 a 2018, quando esteve no comando da instituição financeira. Além disso, as autoridades sentenciaram Xiaomin pelo crime de bigamia. “Tinha várias mulheres”, argumentaram os juízes, na peça condenatória.

Em janeiro do ano passado, Lai fez uma confissão transmitida pela emissora estatal CCTV. No vídeo, foram mostradas imagens de um apartamento em Pequim, supostamente de propriedade do empresário, com cofres e armários cheios de dinheiro. Xiaomin, porém, garante que não gastou a quantia. Por anos, ele foi membro do Partido Comunista (PCC), mas os integrantes da legenda o expulsaram depois de vigorar a “campanha anticorrupção” do secretário-geral da sigla, Xi Jinping.

A ditadura chinesa não informou os métodos usados na execução de Xiaomin. O PCC oculta do Ocidente os detalhes das sentenças de morte. A Anistia Internacional, organização de defesa dos direitos humanos, estima que vários milhares de prisioneiros sejam executados todo ano. Conforme tem noticiado Oeste, empresários, jornalistas e donos de veículos de comunicação têm desaparecido no país asiático, da mesma forma, alguns são enviados aos “centros de reeducação”.

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4 comentários Ver comentários

  1. Creio que essa forma de penalizar criminosos financeiros na China é muito primitiva para uma grande nação globalizada. Crimes hediondos contra a vida de irrecuperáveis até é necessário esse método, agora crimes financeiros e de bigamia, basta confiscar todos os bens, perder quaisquer direitos políticos, eleitorais, serviços públicos e sociais. Aqui em nossas democracias ocidentais, nem essas penas suaves acontecem, ao contrario são anuladas por suspeição do juiz que julgou o criminoso.

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