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Agência da ONU demite 70 funcionários por ligação com o Hamas

Órgão afirma que medida busca reduzir riscos de segurança; investigação dos EUA identificou mais de 100 agentes com supostos vínculos ao grupo terrorista

ONU UNRWA
Agência da ONU para refugiados palestinos tinha terroristas infiltrados que colaboraram com massacre a Israel em outubro de 2023 | Foto: Reprodução/ X

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) demitiu 70 funcionários que atuavam na Faixa de Gaza. A decisão ocorre durante uma investigação conduzida pelo Escritório do Inspetor-Geral da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). O órgão apontou possíveis ligações entre empregados da agência e o grupo terrorista Hamas.

Em comunicado, o comissário-geral interino da UNRWA, Christian Saunders, afirmou que determinou as demissões para reduzir riscos à segurança dos palestinos atendidos pela organização, de seus funcionários e de suas instalações.

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Leia também: “Relatório liga funcionários da ONU ao massacre de 7/10

A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) disse, porém, que a medida não confirma as acusações feitas contra os empregados desligados.

Investigação dos Estados Unidos

A decisão foi anunciada poucos dias depois de a Usaid divulgar os resultados mais recentes de uma investigação sobre a atuação de funcionários da UNRWA. O relatório recomendou a suspensão ou exclusão de 101 atuais e ex-servidores da agência de programas financiados pelos EUA durante dez anos.

De acordo com o documento, os investigados teriam participado dos ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel ou mantido vínculos com as Brigadas Al-Qassam, braço armado do Hamas. Entre os nomes citados estão diretores de escolas, professores, agentes de segurança, conselheiros e profissionais da área médica.

Um integrante do governo norte-americano disse a imprensa internacional que a decisão da UNRWA parece estar diretamente relacionada ao avanço da investigação.

ONU pede provas das acusações

A UNRWA informou que solicitou informações e evidências sobre as acusações, mas sustenta que não recebeu documentação suficiente para comprovar individualmente os supostos vínculos dos funcionários com o Hamas.

Já o Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou a posição da agência. O governo israelense afirmou que o comunicado minimiza a gravidade das denúncias ao não mencionar diretamente o Hamas. Israel cobrou uma revisão mais ampla dos quadros da organização.

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