Alvo de pedido de prisão, ex-presidente interina denuncia ‘perseguição política’ na Bolívia

Jeanine Áñez assumiu o governo do país após a renúncia do socialista Evo Morales, em 2019; promotoria também pediu detenção de cinco ex-ministros
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Áñez assumiu a Presidência da Bolívia, interinamente, após a renúncia de Evo Morales
Áñez assumiu a Presidência da Bolívia, interinamente, após a renúncia de Evo Morales | Foto: Reprodução/Facebook

O Ministério Público da Bolívia pediu nesta sexta-feira, 12, a prisão da ex-presidente Jeanine Áñez, que comandou o país, de forma interina, após a renúncia de Evo Morales, em 2019. Além dela, a promotoria pediu a detenção de cinco ministros do antigo governo e o indiciamento de ex-líderes militares, informa o jornal boliviano El Deber.

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O ex-ministro de Energia Rodrigo Guzmán já foi preso. Arturo Murillo (Ministério do Governo), Yerko Núñez (Presidência), Luis Fernando López (Defesa) e Álvaro Coimbra (Justiça) estão sendo procurados.

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A ex-presidente Áñez publicou algumas mensagens em sua conta pessoal no Twitter e denunciou que a “perseguição política começou”. “O MAS [Movimento ao Socialismo, partido do ex-presidente Evo Morales e do atual, Luis Arce, eleito em outubro do ano passado] decidiu voltar aos estilos da ditadura. Uma pena, porque a Bolívia não necessita de ditadores. Necessita de liberdade e soluções”, escreveu.

Áñez é acusada pelos socialistas, assim como a antiga cúpula do governo interino, de ter perpetrado um “golpe de Estado” no país com a colaboração das Forças Armadas. “Não foi golpe. Foi uma sucessão constitucional devido a uma fraude eleitoral”, afirmou a ex-presidente.

Carlos Mesa, ex-presidente da Bolívia e adversário de Arce nas últimas eleições, protestou contra os pedidos de prisão. “Estamos em um processo de perseguição política pior do que nas ditaduras”, afirmou. Arce, por sua vez, ainda não se manifestou.

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