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'Anac' dos Estados Unidos vai inspecionar voo de Boeing 787 que deixou 50 feridos

Assento de piloto realizou movimento não programado e desligou o piloto automático; avião perdeu 120 metros de altitude

Boeing 787 Dreamline
O assento do piloto do Boeing 787 realizou um movimento não programado durante percurso entre a Austrália e a Nova Zelândia | Foto: Reprodução/Wikipedia

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) exigiu inspeções de todos os modelos do avião 787 Dreamliner, da Boeing. O órgão investiga o mergulho repentino de uma dessas aeronaves durante voo da Latam, em março de 2024. A brusca manobra deixou 50 pessoas feridas.

O órgão se equivale à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Brasil.

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Na ocasião, o assento do piloto do 787 realizou um movimento não programado durante percurso entre a Austrália e a Nova Zelândia. Esse movimento acionou o interruptor que desliga o piloto automático, de maneira a causar a perda súbita de altitude do avião.

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De acordo com o relatório preliminar da Latam, a aeronave perdeu 120 metros de altitude antes de o copiloto retomar o controle da navegação.

A emissora norte-americana CBS News afirmou que a FAA emitiu uma diretriz de aeronavegabilidade do modelo 787.

Boeing 787 Dreamline
AFF deu 30 dias para a Boeing inspecionar os problemas dos assentos | Foto: Reprodução/Wikipedia

O órgão exigiu que os operadores inspecionassem os assentos dos comandantes, em busca de tampas soltas e rachaduras que cubram o interruptor.

A agência deu um prazo de 30 dias para realizar as investigações e tomar as medidas cabíveis para resolver a situação. Além desse caso, a organização informou que recebeu outras quatro reclamações sobre movimentos não programados.

Alguns dias depois do incidente, a Boeing já havia recomendado a inspeção das aeronaves por parte das companhias aéreas. O objetivo também seria encontrar irregularidades no cockpit dos comandantes.

Administração também pediu avaliação nos dutos antigelo do motor do Boeing 787

Além da inspeção nos assentos do piloto e do copiloto, a FAA exigiu que os sistemas de antigelo do Boeing 787 também fossem verificados.

A administração pediu a avaliação depois de um relatório de danos a múltiplas entradas do motor, por causa de vedações ausentes ou por degradação ao redor dos dutos.

A Boeing informou, em boletim enviado às companhias aéreas, que havia solucionado o problema das entradas em 2023.

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