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Anatel usa sinais de celulares para ajudar em buscas na Venezuela

Missão brasileira reúne cerca de 130 agentes e concentra esforços no resgate de vítimas dos terremotos

Aeronave KC-390, da FAB, chegou à Venezuela com equipe de resgate
Aeronave KC-390, da FAB, chegou à Venezuela com equipe de resgate | Foto: Divulgação/Defesa Civil

As equipes brasileiras enviadas para ajudar nas operações de resgate depois dos terremotos na Venezuela concentram os trabalhos na busca por sobreviventes sob os escombros. Cerca de 130 agentes chegaram ao país na sexta-feira 26 e atuam em conjunto com forças internacionais nas áreas consideradas prioritárias.

A missão reúne bombeiros, cães farejadores e especialistas da Anatel, que utilizam equipamentos para localizar celulares e ajudar a identificar possíveis vítimas soterradas.

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Segundo o chefe da missão brasileira, Armin Braun, o foco continua sendo salvar pessoas com vida. “Sempre que identificamos sinais de sobrevivência, iniciamos um trabalho cuidadoso para estabilizar as estruturas e realizar o resgate com segurança”, afirmou à GloboNews.

Braun explicou que, embora as primeiras 72 horas sejam consideradas decisivas em operações desse tipo, ainda há possibilidade de encontrar sobreviventes vários dias após o desastre. Segundo ele, fatores como acesso à água, existência de bolsões de ar e boas condições físicas aumentam as chances de resgate.

Outras medidas de apoio do Brasil à Venezuela

Terremoto na Venezuela
Terremoto deixou mais de 700 feridos na Venezuela | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Além das buscas, o Brasil montou um hospital de campanha para atender vítimas, especialmente depois do colapso de unidades de saúde na região afetada. A missão também participa de outras ações humanitárias coordenadas pelo governo venezuelano, pela Embaixada do Brasil e pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

De acordo com Braun, a resposta ao desastre será dividida em etapas. Depois da conclusão das buscas, os esforços serão direcionados ao atendimento das vítimas, ao restabelecimento dos serviços essenciais e, posteriormente, à reconstrução das áreas destruídas.

“Pela devastação que encontramos, levará alguns meses para recuperar os serviços essenciais. A reconstrução da infraestrutura deverá durar pelo menos um ano”, avaliou.

A Venezuela foi atingida na noite da quarta-feira 24 por dois terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2, registrados com menos de um minuto de diferença. Os tremores provocaram o desabamento de prédios e casas em Caracas e em outras cidades do país.

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Desde então, ao menos 20 réplicas foram registradas pelas autoridades venezuelanas. Os abalos secundários também foram sentidos em cidades do Norte do Brasil.

O balanço mais recente divulgado pelo governo da Venezuela aponta 1.430 mortos, mais de 3 mil feridos e cerca de 3,1 mil desabrigados. Organismos internacionais, no entanto, avaliam que o número de vítimas deve aumentar devido à intensidade dos terremotos e aos danos provocados na infraestrutura.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que aproximadamente 6,8 milhões de pessoas tenham sido afetadas, sendo cerca de 2 milhões apenas na região de Caracas. Já o OCHA calcula que mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas, enquanto equipes de resgate de diversos países continuam as buscas.

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