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Após sanções, Rússia ameaça EUA: ‘Não brinquem com fogo’

Washington atribuiu a Moscou a responsabilidade pelo envenenamento de Alexei Navalny, o principal opositor de Putin

Vladimir Putin | Foto: Kremlin

A Rússia advertiu o governo dos Estados Unidos de “não brincar com fogo”, depois da adoção de sanções contra sete altos funcionários russos, em resposta ao envenenamento do opositor Alexei Navalny, atribuído por Washington ao Kremlin. O ministério russo das Relações Exteriores denunciou em comunicado um “ataque hostil contra a Rússia” como parte de uma “política norte-americana insensata e ilógica” que prejudica ainda mais as relações bilaterais com Moscou. “Triunfa o absurdo”, afirmou a diplomacia russa, ao acusar Washington de utilizar Navalny como “pretexto para interferir abertamente nos assuntos internos” da Rússia. “Vamos reagir com base no princípio da reciprocidade”, completou o ministério. A nota oficial afirma ainda que “os cálculos para impor algo à Rússia por meio de sanções ou outras pressões fracassaram no passado e fracassarão hoje”. “Seguiremos defendendo nossos interesses nacionais de forma sistemática e decidida, rejeitando qualquer agressão. Pedimos a nossos colegas que não brinquem com fogo”, destacou o ministério, antes de acrescentar que o governo dos Estados Unidos “perdeu o direito moral de dar lições nos demais”.

Washington anunciou ontem, terça-feira 2, sanções contra altos funcionários de Moscou. Estas foram as primeiras sanções contra a Rússia anunciadas por Joe Biden, que, desde que assumiu a Presidência, em 20 de janeiro, adotou um tom mais duro com Moscou que o de seu antecessor, Donald Trump. As sanções afetam Alexander Bortnikov, diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB), o diretor do serviço penitenciário Alexander Kalashnikov, o procurador-geral Igor Krasnov e um grande colaborador do presidente Vladimir Putin, Sergey Kiriyenko. Na segunda-feira 1º de março, a União Europeia formalizou sanções contra quatro altos funcionários russos envolvidos no processo judicial contra Navalny e na repressão de seus partidários.

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