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Governo da Argentina atua uma repressão cambial com prisões e apreensões para tentar conter alta do dólar

O governo da Argentina está apostando na repressão cambial para tentar conter a desvalorização do peso em relação ao dólar

Casa de cambio em Buenos Aires, capital da Argentina
Casa de cambio em Buenos Aires, capital da Argentina

BUENOS AIRES – O governo da Argentina está apostando na repressão cambial para tentar conter a desvalorização do peso em relação ao dólar.

Na semana passada, quando a moeda argentina chegou a superar o recorde de mil pesos por dólar o governo lançou uma mega-operação contra casas de câmbio.

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Nos últimos dias foram realizadas mais de 50 apreensões de dólares por parte da polícia, dos agentes da alfândega e da Receita Federal Argentina (Afip), inibindo as operações das casas de câmbio.

Na semana passada, quando começou a repressão cambial das autoridades da Argentina, quatro pessoas foram presas e cerca de US$ 700 mil sequestrados.

Saiba mais: Pobreza na Argentina chega a 40% da população

A linha dura do governo contra o câmbio amedrontou muitos operadores.

A City de Buenos Aires, onde se concentram os escritórios e lojas de câmbio da capital argentina, está paralisada há dias.

E os cambistas que atuam na informalidade já anunciaram que não vão operar a partir de sexta-feira, 20, até a segunda-feira, 23, dia após as eleições presidenciais.

“O clima está incerto demais. E o governo está atuando uma repressão cambial para tentar conter a desvalorização do peso. Não podemos trabalhar assim”, declarou à Oeste Jaime, um cambista de Buenos Aires.

Com essa atuação do governo, o câmbio passou de mais de mil pesos por dólar para cerca de 920 pesos. Todavia, segundo os cambistas, é um “câmbio fictício”.

O governo assegurou que o câmbio oficial permanecerá em 350 pesos por cada dólar até o dia 15 de novembro, quatro dias antes do eventual segundo turno eleitoral para as presidenciais.

Banco Central da Argentina também opera para baixar o câmbio

O Banco Central da Argentina também atuou, vendendo dólares das poucas reservas de divisa estrangeira que ainda sobraram nos cofres públicos.

Saiba mais: Banco Central da Argentina eleva juros e desvaloriza peso

Foram colocados no mercado US$ 102 milhões, o segundo maios valor em um único dia desde as eleições primárias de agosto, vencidas pelo candidato liberal Javier Milei.

Nos últimos cinco dias foram injetados no mercado de câmbio argentino cerca de US$ 413 milhões.

O governo do presidente Alberto Fernández celebrou a redução do dólar frente ao peso. E a Casa Rosada atribuiu esse resultado a segunda tranche do swap com a China, ampliada de US$ 5 bilhões para US$ 6 bilhões após a visita do presidente da Argentina ao país asiático.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Argentina, uma país riquíssimo, nunca conseguiu ter uma economia estável devido aos Peronistas que se perpetuam no poder. Criam castas de funcionários públicos que , como cupins, comem o celeiro todo.
    Só um tratamento de choque irá endireitar (Ops..!) este país.

  2. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Kkk… Por lá também há quem ache que os livros de economia estão superados…

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