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Banco Central da Argentina eleva juros e desvaloriza peso

Medidas ocorrem depois da vitória do candidato de direita nas prévias para a disputa presidencial

Banco Central da Argentina
Banco Central da Argentina | Foto: Reprodução/Flickr

Poucas horas depois da vitória do candidato liberal de direita Javier Milei nas eleições prévias para a disputa pela Presidência do país, o Banco Central (BC) da Argentina decidiu elevar as taxas de juros e desvalorizar o peso.

Os juros na Argentina serão elevados de 97% para 118%. Enquanto isso, o câmbio passará dos atuais 287 pesos para 350 pesos para cada dólar.

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Saiba mais: Candidato de direita vence as eleições na Argentina

Todavia, o câmbio real é muito superior a esse patamar, chegando em 500 pesos por cada dólar.

As Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (Paso) de domingo 13, consideradas um termômetro confiável para as próximas eleições presidenciais, mostraram uma inesperada força de Milei, que obteve cerca de 30% dos votos.

Entre as propostas dele está a eliminação do Banco Central e a dolarização da economia.

Argentina hiperinflação, violência e crise econômica

Argentina Alta Inflação
Para tentar conter a subida da inflação o Banco Central do país regulou em 75% a taxa básica de juros | Foto: Reprodução / Pixabay

Terceira maior economia da América Latina, a Argentina está enfrentando uma grave crise econômica provocada pelas políticas desastrosas levadas adiante pelo governo de esquerda do presidente Alberto Fernández.

O mandatário peronista vai entregar o cargo no final do ano deixando um país com inflação altíssima, superior a 100%, e reservas internacionais cada vez menores.

Por causa da escassez de dólares, a Argentina não consegue mais importar produtos de forma regular.

Uma das soluções propostas pelo governo peronista foi de começar a usar o yuan para pagar as importações da China.

Milei supera candidatos do governo e da oposição

Milei superou os candidatos da da coalizão de centro-direita Juntos por el Cambio, que obtiveram 28,27% dos votos, e da coalizão da esquerda que governa o país Unión por la Pátria, que ficou em terceira posição, com 27,27%.

Saiba mais: Problemas com urnas eletrônicas marcam eleições prévias na Argentina

As prévias na Argentina são obrigatórias para definir as chapas que vão concorrer na eleição presidencial, prevista para outubro.

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