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Economia

Pobreza na Argentina chega a 40% da população

Além disso, país enfrenta alta da inflação; índice anual avançou para 124,4% em agosto

Pobreza Argentina chega 40% da população
O Indec afirma que 62,4% da população argentina recebeu alguma renda no 1º semestre de 2023 | Foto: Divulgação/Wikipédia

A pobreza na Argentina chegou a 40,1% da população no primeiro semestre deste ano. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec) e foram divulgados na quinta-feira 21.

O aumento de 3,6 pontos porcentuais, no comparativo com o mesmo período de 2022, (36,5%) representa 1,7 milhão de pessoas em estado de pobreza no país.

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Esses 40,1% são a média dos índices do primeiro trimestre (38,7%) e do segundo trimestre (41,5%). Os valores consolidados devem ser divulgados na próxima semana, de acordo com o jornal Clarín.

Leia mais: Recessão na Argentina: retração vai ser maior que previsto, afirmam economistas

O responsável pelo relatório, o economista Martin Rozada, disse em entrevista ao Clarín que, com a margem de erro, o nível de pobreza do segundo trimestre pode variar de 40% a 43%. A pesquisa é feita com dados de 31 aglomerações urbanas, que totalizam 29 milhões de pessoas.

Relatório pobreza Argentina
Relatório sobre a pobreza Argentina traz estimativas de aumento de pessoas pobres até o final do ano | Foto: Reprodução/Indec

O Indec afirma que 62,4% da população argentina recebeu alguma renda no primeiro semestre de 2023. A média no segundo trimestre foi de 138,5 mil pesos argentinos (R$ 1.954 na cotação atual).

Argentina sofre com alta inflação

A Argentina segue com alta da inflação. O índice anual avançou para 124,4% em agosto. Em análise isolada, o período registrou a maior inflação mensal em 32 anos, de 12,4%. De acordo com relatório do Banco Central argentino, o índice não era tão elevado desde fevereiro de 1991.

O péssimo desempenho da taxa é atribuído, em parte, à desvalorização de 22% do peso argentino. Além disso, o país enfrenta aumento da taxa de juros, de 97% para 118% ao ano, o que fez cotação do dólar disparar no mercado informal.

Entre os setores que puxaram a alta estão: alimentos (15,6) e saúde (15,3%). Bebidas alcoólicas e tabaco (8,5%) e comunicação (4,5%) estão entre os segmentos com as menores altas do período.

Leia também: Justiça da Argentina reabre 2 processos contra Cristina Kirchner

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4 comentários
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Isto demonstra o sucesso alcançado pelo governo esquerdista em arruinar um país. Mais um, entre tantos exemplos. Veremos brevemente o caso do Brasil. Apesar da manipulação de números que será feita pelo IBGE aparelhado, os fatos vão se sobrepor a eles. E, lá como cá, o povo merece.

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