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Arqueólogos encontram ‘vale perdido de cidades’ de 2 mil anos na Amazônia do Equador

Os pesquisadores identificaram cinco grandes assentamentos e dez menores em uma área de 300 quilômetros quadrados

Arqueólogos vale Equador
Estima-se que viviam no Vale do Upano cerca de 10 mil habitantes — talvez 15 mil ou 30 mil em seu auge | Foto: Reprodução/Facebook/Filipe de Sousa

Uma densa rede de cidades foi descoberta por arqueólogos no Vale do Upano, localizado na Amazônia do Equador. De acordo com o estudo, os assentamentos têm pelo menos 2,5 mil anos.

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A pesquisa foi publicada na revista Science na última quinta-feira, 11. O trabalho revela “mais de 6 mil plataformas de terra conectadas por estradas, com paisagens agrícolas e drenagens fluviais.” 

Stéphen Rostain, arqueólogo da agência nacional de pesquisa da França (CNRS), começou as escavações no vale há 30 anos. Ele e sua equipe exploraram grandes assentamentos, chamados Sangay e Kilamope.

Vale do Upano amazônia do Equador
Segundo o estudo, a extensão da modificação da paisagem de Upano rivaliza até com as ‘cidades-jardim’, da civilização maia clássica | Foto: Reprodução/Twitter/X/@arqueoespirito

Eles acharam cerâmica decorada com tinta e linhas incisas, além de grandes jarras que continham restos da tradicional cerveja de milho — até hoje feita no Equador e conhecida como chicha.

O vale pode ter sido ocupado por volta de 500 a.C. até 300 d.C. e 600 d.C.

A pesquisa sugere , aliás, que o Vale do Upano teve ocupação entre 500 a.C. até 600 d.C. “Eu sabia que tínhamos muitos montes, muitas estruturas”, disse Rostain à Science. “Mas não tinha uma visão completa da região.” 

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Em 2015, entretanto, o Instituto Nacional de Patrimônio Cultural do Equador financiou um levantamento do vale com uma tecnologia de mapeamento a laser, chamada Lidar. O rastreio envolveu aviões que emitiram o laser na floresta. 

Havia estruturas para cerimônias

Os pesquisadores identificaram cinco grandes assentamentos e dez menores em uma área de 300 quilômetros quadrados. De acordo com o estudo, todos eram povoados com residências e estruturas para cerimônias. 

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Além disso, havia campos agrícolas onde existiu plantio de milho, mandioca e batata-doce, encontrados em escavações passadas. “Estamos falando de urbanismo”, ressaltou o coautor do estudo, Fernando Mejía, arqueólogo da Pontifícia Universidade Católica do Equador (PUCE). Estima-se que viviam no Vale do Upano cerca de 10 mil habitantes — talvez 15 mil ou 30 mil, em seu auge.

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“Sempre houve uma incrível diversidade de pessoas e assentamentos na Amazônia, não apenas uma forma de viver”, afirmou o arqueólogo Antoine Dorison. “Estamos apenas aprendendo mais sobre eles.” 

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