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As empresas que abandonaram a agenda woke e buscam ‘retorno às origens’

Diversas corporações revisam práticas relacionadas à diversidade e à inclusão, de modo a priorizar a eficiência e o valores tradicionais

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A 'volta às origens' tem acontecido paulatinamente desde 2021, mas se intensificou no ano passado | Foto: Andrey Popov/Shutterstock

Meta, Amazon, Walmart, Target, Bud Light, Jack Daniel’s, Jon Deere, Tractor Supply e Harley-Davidson: essas são algumas empresas que estão abandonando a agenda woke em diretrizes internas e em campanhas publicitárias.

A “volta às origens” tem acontecido paulatinamente desde 2021, mas se intensificou no ano passado, desde a campanha do republicano Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos.

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Leia também: “O declínio da agenda woke

Depois de sofrerem boicotes ou enfrentarem prejuízos bilionários por causa de políticas de “inclusão”, várias companhias voltaram a investir em valores tradicionais e estratégias de negócios que funcionam.

Fim da agenda woke: veja as principais companhias que largaram a militância

Meta 

No último dia 7, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, informou que a empresa encerraria a plataforma de checagem de fatos e mudaria os critérios para a moderação das publicações de conteúdos sobre política e cultura.

O anúncio ocorreu depois de Zuckerberg já ter sinalizado aproximação com Trump – depois da vitória eleitoral, o CEO da Meta jantou na residência do político ao lado de outros empresários, como Elon Musk, dono do Twitter/X, e Jeff Bezos, da Amazon.

Leia mais: “Meta diz à AGU que pretende expandir fim da checagem a outros países

Em 2 de janeiro, a Meta fez mudanças estratégicas ao substituir o britânico Nick Clegg por Joel Kaplan, um republicano alinhado a Trump, como presidente de assuntos globais. Além disso, Dana White, presidente do UFC, foi nomeado para o conselho diretor.

As alterações podem significar mais liberdade para os usuários do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. 

Amazon 

Já a Amazon, gigante global de comércio eletrônico, encerrou programas de diversidade e inclusão. Em memorando, Candi Castleberry, vice-presidente de experiências inclusivas e tecnologia da Amazon, disse que a empresa acabaria com as diretrizes desatualizadas.

“Em vez de ter grupos individuais que criam programas, estamos nos concentrando em programas com resultados comprovados — e também pretendemos promover uma cultura mais verdadeiramente inclusiva”, diz o texto.

Além de jantar com Trump depois da sua vitória,  Bezos doou US$ 1 milhão para sua posse, em janeiro.

McDonald’s 

O McDonald’s anunciou, no dia 6 de janeiro, o fim de algumas de suas metas de diversidade nos Estados Unidos. A empresa encerrará o programa que incentivava fornecedores a promoverem treinamentos de diversidade e aumentarem a presença de minorias nas posições de comando.

Também suspenderá sua participação em pesquisas externas, incluindo aquelas relacionadas à inclusão de funcionários LGBT.

Varejistas Walmart e Target

Target
Em 2023, Target vendeu prodtos infantis LGBTQ+ | Foto: reprodução/Instagram

A Walmart aboliu políticas de tratamento prioritário a fornecedores com base em raça e gênero, além de parar de vender itens “transgêneros” para menores de idade, como cintas peitorais para esconder seios.

Leia também: “Varejista faz campanha LGBTQ+ infantil e perde US$ 9 bilhões

Já a Target interrompeu iniciativas como o uso de banheiros e provadores de acordo com a identidade de gênero. 

Empresas de maquinários agrícolas 

A John Deere encerrou treinamentos que vinculavam racismo ao capitalismo e práticas relacionadas ao uso de pronomes preferenciais.

Já a Tractor Supply eliminou todos os seus programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) e o apoio a ações contra o aquecimento global.

Harley-Davidson

A fabricante de motocicletas parou de financiar paradas LGBT e desfiles “pró-diversidade”.

Bud Light e Jack Daniel’s 

O setor de bebidas também revisou suas políticas. A Jack Daniel’s deixou de participar do sistema de pontuação da Human Rights Campaign.  

Bud Light
Em 2023, o influenciador trans Dylan Mulvaney fez propaganda para a Bud Light nas redes sociais | Foto: Reprodução/Instagram

A Bud Light tenta reconectar-se com seu público tradicional depois de sofrer boicotes por causa de comercial com o influenciador transgenero Dylan Mulvaney. A ação gerou prejuízo de mais de US$ 1 bilhão para a marca. 

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7 comentários
  1. Rogerio Antônio Brostoline
    Rogerio Antônio Brostoline

    e parar de ter prejuizo por capricho isson sim

  2. WALISON DE OLIVEIRA NASCIMENTO
    WALISON DE OLIVEIRA NASCIMENTO

    Agora sim as empresas “acordaram”!!! Minoria não tem esse nome atoa. Não adianta ficar tentando agradar um público muito pequeno e desagradar o maior público que irá consumir seus produtos.

  3. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    O retorno a realidade vai lhes custar muito mais do que imaginam !
    Forgivem but not forgotten.

  4. Fabiano Vilas Boas
    Fabiano Vilas Boas

    Revista Oeste continua sua agenda de influência e instigação de ódio…

    1. Itamar Luiz Schneider
      Itamar Luiz Schneider

      Ah, vc é da turma do “amor venceu “… Sei!

    2. FRANCISCO FERREIRA
      FRANCISCO FERREIRA

      Esquerdofrênico detectado. Se a meritocracia te incomoda, problema seu. Simples assim.

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