publicidade
Mundo

Mistérios do universo: astrofísicos detectam 'galáxia invisível'

Os cientistas identificaram um corpo celeste 'difícil' de se encontrar

galáxia invisível
Nebulosa de Orion | Foto: Pixabay/WikiImagems

Uma equipe de astrofísicos italianos detectaram uma “galáxia invisível” — o apelido foi dado porque ela “se esconde” de telescópios poderosos. O estudo, realizado por cientistas da Escola Superior Internacional de Estudos Avançados (SISSA, na sigla em italiano), foi publicado na revista The Astrophysucal Journal na última sexta-feira 3.

De acordo com os cientistas, a galáxia é como um “objeto misterioso e muito remoto” e “tão escuro que é quase invisível, mesmo para instrumentos de alta tecnologia”, como o Telescópio Espacial James Webb, da Nasa.

Receba nossas atualizações

Para estudar o corpo celeste, os pesquisadores usaram lentes gravitacionais, uma das ferramentas mais poderosas para estudar a distribuição da matéria escura, a evolução das galáxias e outras áreas da cosmologia e da astrofísica. As lentes permitem ampliar e ver o que está por trás de objetos espaciais massivos.

“Este era um corpo celeste muito especial”, disse a astrofísica Marika Giulietti, da SISSA, que lidera o estudo. “É muito brilhante e potencialmente sujeito a lentes, mas isso ocorre apenas em certos comprimentos de onda precisos, provavelmente devido à presença de grandes quantidades de poeira interestelar. Estudá-lo, portanto, é algo muito complexo.”

Relacionadas

Origem da galáxia invisível

Segundo os pesquisadores, a “galáxia invisível” se formou 2 bilhões de anos depois do Big Bang, que teria ocorrido há aproximadamente 14 bilhões de anos e dado início ao Universo. As observações foram feitas por meio do telescópio terrestre ALMA, no Chile.

O telescópio ALMA permitiu a realização de um estudo detalhado sobre propriedades anteriormente desconhecidas de uma galáxia rica em gás e poeira de difícil de análise. Segundo Marika, “galáxias muito distantes são autênticas minas de informação sobre a evolução passada e futura do nosso Universo”.

“Nossas análises demonstraram que o objeto é muito compacto e, presumivelmente, inclui um número extremamente grande de estrelas jovens e de estrelas que ainda estão em formação”, acrescentou Marika. A astrofísica também disse que a velocidade de formação de estrelas nesta galáxia é quase 1 mil vezes superior à da Via Láctea.

A galáxia era quase indetectável por ser muito distante, compacta e está escondida por uma grande quantidade de poeira interestelar.

Relacionadas

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. João Paulo
    João Paulo

    A obra de Deus Pai Todo Poderoso é belíssima. Muito bacana a notícia.

  2. SARAH BORGES ALMADA DE ABREU
    SARAH BORGES ALMADA DE ABREU

    Grandes e maravilhosas obras feitas por Deus, Senhor do universo!

  3. José Camargo
    José Camargo

    Nossa! Mas não foram capazes de detectar o terremoto na Turquia que já matou mais de 30 mil.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade