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Belém será a segunda cidade mais quente do mundo, estima estudo

Capital do Pará terá seis meses de calor intenso em menos de três décadas

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Capital paraense deverá registrar seis meses de calor intenso até 2050 | Foto: Reprodução/Wikipedia

As altas temperaturas registradas no Brasil parecem estar longe de chegar ao fim. A situação pode ficar tão crítica que Belém, por exemplo, deve tornar-se a segunda cidade mais quente do mundo em 2050.

Segundo um estudo conduzido pela organização não-governamental (ONG) CarbonPlan em colaboração com o jornal norte-americano The Washington Post, a capital paraense terá seis meses de calor intenso em menos de três décadas.

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Belém deverá ficar atrás apenas da cidade de Pekanbaru, na Indonésia, que pode enfrentar até 344 dias de calor intenso em 2050. Outras cidades que se destacam são Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com 189 dias; Calcutá, na Índia, com 188 dias; e Nimule, no Sudão do Sul, com 159 dias.

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Belém será a segunda cidade mais quente do mundo, atrás apenas de Pekanbaru, na Indonésia | Foto: Reprodução/site Prefeitura de Belém

A pesquisa prevê que até 2030 mais de 2 bilhões de pessoas ficarão expostas a um mês inteiro de temperaturas elevadas.

Parâmetro de calor extremo

Os pesquisadores usaram como limite a temperatura de 32 graus em dias muito úmidos para determinar a temperatura como extremamente arriscada, igual a uma temperatura de 48 graus Celsius, se estiver muito seco.

Nesse ponto, de acordo com o levantamento, até mesmo adultos saudáveis que praticam atividades ao ar livre por mais de 15 minutos podem sofrer estresse térmico e muitas mortes

Mundo mais quente

O estudo estima que o intenso calor deverá afetar metade da população global.

Os pesquisadores alertam que, historicamente, apenas o Sul da Ásia e o Oriente Médio experimentaram temperaturas tão extremamente elevadas.

Porém, em 2050, essas condições excepcionais de calor elevado se tornarão cada vez mais frequentes em outras partes do mundo.

“Será um dos maiores desafios que já enfrentamos como sociedade humana”, disse Matthew Huber, professor de Ciências da Terra na Purdue University, em Indiana, considerada uma das universidades mais inovadoras e reconhecidas dos Estados Unidos.

O levantamento também destaca questões sociais e econômicas como limitações na capacidade de enfrentara os desafios climáticos.

Assim como a falta de recursos de famílias para comprar equipamentos de ar condicionado, há diferenças significativas nos sistemas de saúde disparidades significativas nos sistemas de saúde de diferentes regiões.

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2 comentários
  1. Miguel Pereira de Carvalho
    Miguel Pereira de Carvalho

    Puro chute. Previsões para tirar dinheiro de bobo.

  2. RCB
    RCB

    ONG preparando terreno para suas teorias na COP do próximo ano. Sabe onde? Em Belém…

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