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Israel ataca Teerã, Irã promete revanche e Trump exige trégua

A escalada ocorre depois do fim do cessar-fogo estabelecido em abril

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Foto: Reprodução/X
Bandeira de Israel | Foto: Reprodução/Pixabay

O conflito entre Israel e Irã se intensificou nesta segunda-feira, 8, depois de bombardeios israelenses atingirem áreas de Teerã e instalações militares iranianas. A escalada ocorre depois do fim do cessar-fogo estabelecido em abril, o que aumenta as preocupações globais quanto à estabilidade regional.

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Durante a madrugada, as Forças de Defesa de Israel (FDI) comunicaram ataques direcionados a posições militares no oeste e no centro do Irã. Posteriormente, Israel informou ter bombardeado sistemas estratégicos de defesa aérea em Teerã e alegou que a ação tinha como objetivo prejudicar a reconstrução das capacidades militares do governo iraniano.

Ataques a infraestruturas e retaliações iranianas

Além dos alvos militares, infraestruturas de energia também foram afetadas. Israel confirmou ofensiva contra um complexo petroquímico localizado em Mahshahr, na província de Khuzistão. Em reação, a Guarda Revolucionária do Irã relatou um ataque a uma instalação petroquímica situada em território israelense.

As hostilidades aumentam a incerteza sobre possíveis impactos nos setores de energia e transporte em todo o Oriente Médio. Autoridades iranianas alertaram para novas retaliações, caso os ataques persistam. Em resposta direta, a Guarda Revolucionária declarou ter bombardeado as bases aéreas israelenses de Nevatim e Tel Nof.

Impactos na aviação e reações internacionais

A crise já comprometeu a aviação civil. O Irã suspendeu operações nos aeroportos Imam Khomeini e Mehrabad, principais terminais de Teerã, interrompeu atividades em aeroportos do oeste do país e cancelou voos em Mashhad, a segunda maior cidade do Irã. Já em Israel, o governo analisa restringir o espaço aéreo e reforçar a segurança no Aeroporto Ben Gurion, monitorando o desenrolar dos ataques antes de definir novas medidas.

Diante do agravamento do quadro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu o fim imediato das hostilidades. Em declaração na Truth Social, Trump afirmou que “o bloqueio permanecerá em vigor, com toda a sua força e efeito, até que um acordo final seja alcançado”.

Leia também: “Irã não é Venezuela: por que é mais difícil derrubar o regime dos aiatolás”

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