BioNTech avalia que uma nova vacina será necessária

O executivo da empresa disse em uma conferência que a empresa está adaptando o imunizante para combater a nova variante
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O executivo da empresa alemã, Ugur Sahin, participou de uma conferência nesta sexta-feira, 3
O executivo da empresa alemã, Ugur Sahin, participou de uma conferência nesta sexta-feira, 3 | Foto: Michele Tantussi/Reuters

A empresa alemã BioNTech deve ser capaz de adaptar sua vacina contra o coronavírus de forma relativamente rápida para a nova variante Ômicron.

A afirmação foi do CEO da BioNTech, Ugur Sahin, durante uma conferência nesta sexta-feira, 3.

“Acho que precisaremos de uma nova vacina contra a covid-19, é só uma questão de quando precisaremos dela”, disse Sahin. “Temos capacidade de adaptar o processo de produção relativamente rápido.”

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A BioNTech e a Pfizer juntas produziram um dos primeiros imunizantes contra o vírus causador da covid-19.

“Esta variante pode infectar pessoas vacinadas. Estamos confiantes de que as pessoas vacinadas e com a dose de reforço terão proteção suficiente contra a doença grave causada por qualquer tipo. Saberemos em algumas semanas”, observou.

O executivo-chefe da BioNTech disse também que a probabilidade de que as pessoas precisem de uma vacina anual contra o coronavírus, semelhante a da gripe, está aumentando.

Vacina evita casos graves

Os imunizantes em uso contra a covid-19 “provavelmente” impedem formas graves em pacientes contaminados com a variante Ômicron. É o que disse o professor Salim Abdool Karim.

O médico é um dos maiores especialistas em doenças infecciosas da África do Sul.

“Com base no que sabemos e como as outras variantes de preocupação reagiram à imunidade da vacina, podemos esperar que ainda veremos alta eficácia para a hospitalização e doença grave, e que a proteção provavelmente permanecerá forte”, disse Abdool.

Ômicron circula na África do Sul desde o início de novembro

A Ômicron, nova variante da covid-19, começou a circular na África do Sul no dia 8 de novembro. O primeiro caso, de acordo com o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis, foi de um paciente na província de Gauteng.

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5 comentários Ver comentários

  1. E assim, quem tomou a primeira, a segunda e a terceira dose passará a ser considerado não vacinado para obtenção da nova marca da best.., ops, do passaporte sanitário. Os vacinados de ontem virando os não vacinados de hoje, num eterno ciclo de tiramos burocratas esfregando as mãos de contentamento.

  2. Mas é lógico, vamos ter uma para cada cepa, com reforço a cada 90 dias. Porque não temos vacina contra o câncer, o tratamento dá um retorno adequado, porque não temos vacina contra diabetes, você tá louco, insulina é diária. O tratamento da covid é barato e não dá retorno pras farmaceuticas. A vacina tem propaganda grátis pela grande mídia, só não podemos fazer uma vacina eficiente aí ferra tudo.

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