Brasil avança, apesar da revista The Economist

Britânicos lançam edição especial para criticar o governo brasileiro, desconsiderando o crescimento acelerado da economia do país
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The Economist dedicou uma edição especial da revista para tecer críticas ao Brasil
The Economist dedicou uma edição especial da revista para tecer críticas ao Brasil | Foto: Reprodução

Na mesma semana em que economistas, analistas e agentes do mercado financeiro elevaram a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para acima de 4%, a revista britânica The Economist publicou uma edição especial sobre o Brasil — mais especificamente, tecendo uma série de críticas às políticas adotadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Colunista de Oeste, Dagomir Marquezi criticou a abordagem do periódico inglês. “Mais uma matéria da imprensa internacional tratando o Brasil como uma espécie de inferno na Terra, um buraco de miséria e desespero, um sub-Haiti”, afirmou.

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Como em outras vezes que se referiu ao país, a revista traz na capa uma nova ilustração do Cristo Redentor. Desta vez, ele aparece respirando com uma máscara de oxigênio. A década sombria do Brasil, como é intitulada a matéria, descreve Jair Bolsonaro como um homem que quer “destruir as instituições, não reformá-las”.

De acordo com The Economist, o governo brasileiro abandonou a agenda liberal depois de ter aprovado a reforma da Previdência. Equivocam-se os britânicos: em dois anos de gestão, Jair Bolsonaro aprovou a MP da Liberdade Econômica, a independência do Banco Central e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 186, do Novo Marco Fiscal. Medidas aprovadas, ressalte-se, num país historicamente assolado pelo estatismo.

A revista acerta, parcialmente, ao falar das décadas em que o Partido dos Trabalhadores (PT) esteve no poder. “Primeiro, eles cederam ao curto prazo e adiaram as reformas econômicas liberais”, diz o texto. “A culpa pertence principalmente ao PT, no comando do país entre 2003 e 2016. O partido estimava crescimento de 4% ao ano, mas não investia em aumento de produtividade. Quando os preços das commodities caíram, o Brasil enfrentou uma de suas piores recessões.”

O erro dos britânicos, contudo, foi não citar os escandalosos esquemas de corrupção orquestrados pelo Partido dos Trabalhadores, que legaram ao país não apenas recessão econômica, mas insegurança jurídica e sucateamento das instituições públicas — esses foram os motivos elementares para a derrocada brasileira, não as ingerências de um governo meramente ineficiente, como sugere a revista inglesa. A tentativa de corromper parlamentares, como no caso do “mensalão”, e o saque obsceno à maior estatal do país, a Petrobras, são símbolos da selvageria a que o Brasil foi submetido.

Para colocar o país novamente nos trilhos da civilização, portanto, levará tempo. Tenha paciência, The Economist.

Leia também: “O Brasil voltou a andar”, artigo de J.R. Guzzo publicado em Oeste

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