O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, decidiu manter-se no cargo mesmo diante da pressão crescente provocada por sua escolha para a Embaixada Britânica nos Estados Unidos.
Em reunião com sua equipe na manhã desta segunda-feira, 9, o premiê descartou a possibilidade de renunciar, apesar da saída de dois assessores próximos e do desgaste político provocado pela nomeação de Peter Mandelson, envolvido em um escândalo ligado ao criminoso sexual Jeffrey Epstein.
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A crise ganhou força neste domingo, 8, quando Morgan McSweeney, assessor mais influente de Starmer, pediu demissão em repúdio à indicação de Mandelson. Hoje, foi a vez do chefe de Comunicação de Downing Street, Tim Allan, abandonar o posto.
A renúncia de dois nomes estratégicos escancarou a insatisfação interna e aumentou a pressão externa contra o primeiro-ministro. Líderes da oposição, parlamentares trabalhistas e o mercado financeiro reagiram com desconfiança ao cenário.
O custo dos empréstimos públicos aumentou diante do receio de que o Partido Trabalhista sofra um novo abalo e ceda espaço a lideranças mais radicais, favoráveis ao aumento de gastos e endividamento.
Em pronunciamento à equipe, Starmer admitiu arrependimento pela escolha de Mandelson. No entanto, afirmou que o foco do governo segue o mesmo: reverter a crise do custo de vida e recuperar a economia do país.
Ele elogiou McSweeney, a quem chamou de “amigo” e principal responsável pela vitória eleitoral de 2024. “Seguimos com confiança enquanto continuamos mudando o país”.
E-mails revelam diálogo entre Mandelson e Epstein
As suspeitas sobre Mandelson surgiram em janeiro. Na ocasião, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou e-mails em que ele aparece tratando de assuntos confidenciais com Epstein durante a crise financeira.
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Os documentos sugerem que o ex-ministro repassou a Epstein informações sobre vendas de ativos e possíveis mudanças tributárias no Reino Unido.
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