CDC recomenda vacina de Pfizer ou Moderna em vez da Janssen

Segundo o órgão, há evidências de que o imunizante poderia desencadear raro distúrbio na coagulação do sangue
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Vacina da Janssen sofreu um novo revés nos Estados Unidos
Vacina da Janssen sofreu um novo revés nos Estados Unidos | Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) recomendou, na quinta-feira 16, que as vacinas da Pfizer e da Moderna sejam utilizadas como dose de reforço contra a covid-19, em vez do imunizante da Janssen.

Segundo o órgão, foram constatadas algumas evidências de que a vacina da Janssen poderia desencadear um raro distúrbio na coagulação do sangue, relacionado a dezenas de casos nos EUA e a pelo menos nove mortes.

Segundo os dados preliminares, haveria um risco maior para a coagulação do sangue do que o anteriormente conhecido. Ele foi constatado como maior entre mulheres de 30 a 49 anos e estimado em um a cada 100 mil que haviam recebido o imunizante.

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Apesar da recomendação do CDC, a vacina da Janssen não está sendo retirada do mercado. Ela continuará como uma das opções para as pessoas que “não podem ou não querem” receber doses da Moderna ou da Pfizer, anunciou a agência.

Cerca de 16 milhões de pessoas nos EUA receberam a vacina da Janssen como sua imunização primária. Até o momento, 73 milhões foram vacinados com a da Moderna e 114 milhões com a da Pfizer. Entre os norte-americanos que já tomaram a dose de reforço, apenas 1,6% foram vacinados com a Janssen.

Janssen no Brasil

No fim de novembro, o Ministério da Saúde anunciou que os brasileiros que receberam a vacina da Janssen podem receber a segunda dose do imunizante.

De acordo com a nota técnica da Saúde, a aplicação da segunda dose da vacina da Janssen deve ser feita de dois a seis meses depois da primeira injeção. Bem como os outros imunizantes em uso no Brasil, o produto passa a ter uma recomendação de segunda dosagem dentro do mesmo ano.

Na cidade de São Paulo, no entanto, quem tomou Janssen vem recebendo a dose de reforço da Pfizer. Segundo as autoridades sanitárias paulistanas, a opção pela Pfizer como dose de reforço se deve ao fato de que o Ministério da Saúde não entregou doses prometidas da Janssen — e também pela ameaça da nova variante do coronavírus, a Ômicron.

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