A coalização que pode ser comparada ao centrão brasileiro venceu a eleição legislativa realizada neste domingo, 18, em Portugal. A vitória, contudo, não foi plena, sem a conquista da maioria absoluta do Parlamento do país europeu.
Na atual disputa, o centrão da política portuguesa é encabeçado pelo Partido Social Democrata, do atual primeiro-ministro da nação, Luís Montenegro, que tenta se manter no cargo. A outra agremiação da coalização é o Centro Democrático Social — Partido Popular, que reúne os chamados democratas cristãos. A parceria dos dois nas eleições resultou na Aliança Democrática (AD).
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Com mais de 99% da apuração realizada, a AD soma 32% dos votos. O que já garantiu a eleição de 86 deputados, base distante dos 116 que garantiriam a maioria absoluta da Assembleia da República, a Casa legislativa do país e que conta com 230 integrantes. Dessa forma, Montenegro precisará negociar novas alianças para compor seu governo.
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A missão para formar um governo que conte com mais da metade do Parlamento de Portugal se torna mais difícil a partir do desempenho dos principais partidos de direita e esquerda do país, Chega e Partido Socialista. As duas agremiações não demonstram interesse em fazer parte da equipe de Montenegro.
Sob comando do deputado André Ventura, o Chega, de direita, terminou a eleição deste domingo em alta. Passou a ser a segunda força do Poder Legislativo português. O partido elegeu 58 parlamentares. Antes, a sigla contava com 49 dos 230 representantes.
O Partido Socialista também já garantiu a eleição de 58 deputados. A legenda de esquerda viu, entretanto, a sua representatividade no Parlamento de Portugal cair. Antes, o país da Península Ibérica contava 78 socialistas no Congresso.
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Juntos, demais partidos e alianças elegeram 20 deputados. Com a apuração de 99,23% até as 21h deste domingo, segundo a versão on-line do jornal Público, ainda há a indefinição de cinco vagas para a conclusão da mais nova composição da Assembleia da República.
Portugal: Montenegro se declara vencedor
Já na madrugada de segunda-feira 19 em Portugal, Luís Montenegro se apresentou como vencedor da disputa eleitoral. Reconheceu o fato de a sua coligação não ter alcançado a maioria absoluta do Parlamento, mas discursou como alguém que exercerá o mando de primeiro-ministro pelo decorrer dos próximos anos. Admitiu que isso só não será possível caso Chega e PS se unam contra ele.
“O povo português não quer um novo governo”, afirmou Montenegro, sob aplausos de apoiadores. “O povo português não quer um outro primeiro-ministro.”
As eleições legislativas deste domingo não estava programadas. O pleito só ocorreu porque Montenegro perdeu uma moção de confiança em março, em decorrência de denúncia de que o primeiro-ministro teria favorecido empresas de familiares em contratos públicos e privados. Com isso, o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa dissolveu o Parlamento e convocou novas eleições.
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