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CEO do Telegram pode ficar preso por mais tempo

Justiça francesa prorroga detenção de Pavel Durov; aplicativo é acusado de cumplicidade em crimes dentro da plataforma

Pavel Durov
Fundador do Telegram, Pavel Durov é acusado de ineficiência na moderação de conteúdos ilegais na internet | Foto: Divulgação/Melies The Bunny

A Justiça da França prorrogou na noite deste último domingo, 25, a prisão do CEO e fundador do aplicativo Telegram, Pavel Durov. O executivo, de 39 anos, foi detido no sábado 24 no Aeroporto Le Bourget, em Paris.

Autoridades investigam o Telegram por uma variedade de violações, principalmente fraude, tráfico de drogas, crime organizado e promoção de terrorismo. O mandado de prisão contra Durov partiu da Agência Francesa para a Prevenção de Violência Contra Menores. 

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A Justiça sustenta que Durov deve ficar detido por mais tempo (no máximo até 96 horas) em razão da ineficiência do Telegram na moderação de conteúdos que configuram violações. Em síntese, o aplicativo de mensagens estaria agindo como cúmplice. 

Telegram afirma que medida é um “absurdo”

No mesmo dia em que o seu CEO foi preso em Paris, o Telegram emitiu nota oficial em que afirma que Durov não tem nada a esconder. A empresa também afirmou que ele viaja com frequência à Europa. 

No dia da prisão, o controle do Aeroporto em Paris identificou Durov como um dos passageiros de um jatinho procedente de Baku, capital do Azerbaijão. 

Com sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o Telegram acrescentou que a plataforma cumpre as leis da União Europeia. Também ressaltou que sua moderação “está em conformidade com padrões da indústria e é aprimorada constantemente”.

Mensagem do Telegram sobre prisão do CEO da empresa, o franco-russo Pavel Durov
Mensagem do Telegram no X/Twitter classifica de ‘absurdo’ acusações contra a empresa e seu fundador, Pavel Durov | Foto: Reprodução/Twitter/X

Rússia critica postura francesa

Por fim, em mensagem no X/Twitter, o Telegram escreveu: “É absurdo afirmar que uma plataforma ou seu dono são responsáveis pelos abusos”.

Além do Telegram, quem não gostou da detenção de Durov foi o governo russo. O fundador da empresa nasceu e se formou em São Petersburgo, no oeste da antiga União Soviética. 

Curiosamente, Durov deixou a Rússia em 2014 depois de se recusar a cumprir as exigências do governo de Vladimir Putin, que exigia o fechamento de comunidades virtuais de oposição ao governo. 

Durov tem fortuna de US$ 15,5 bilhões

Essas comunidades funcionavam dentro da plataforma de mídia social VKontakte, criada por Durov, que a vendeu e, mais tarde, fundou o Telegram.

Em razão das restrições impostas pela Rússia, Durov se tornou cidadão francês em agosto de 2021. Ele se mudou com o Telegram para Dubai em 2017 e, de acordo com a mídia francesa, recebeu, também, a cidadania dos Emirados Árabes Unidos, além de São Cristóvão e Nevis, nação de duas ilhas no Caribe.

Durov tem fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 15,5 bilhões. Hoje, sua empresa, o Telegram, concorre com gigantes, como WhatsApp, Instagram e TikTok. Em abril de 2024, a plataforma de Durov registrava, aproximadamente, 1 bilhão de inscritos. 

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