China anuncia acordo de cooperação com Irã e critica EUA

Parceria pelos próximos 25 anos envolve áreas como como energia, agricultura, saúde, infraestrutura e cibersegurança
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Os chanceleres do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, e da China, Wang Yi
Os chanceleres do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, e da China, Wang Yi | Foto: Xinhua

A ditadura comunista da China anunciou no sábado 15 um acordo de cooperação estratégica com o Irã em várias áreas, estreitando a relação entre os dois países.

O pacto, com duração prevista de pelo menos 25 anos, foi firmado pelos chanceleres da China, Wang Yi, e do Irã, Hossein Amir-Abdollahian. Eles estiveram reunidos na cidade chinesa de Wuxi, segundo informações de Pequim.

“Enquanto preparávamos essa visita à China, planejamos marcar o dia de hoje como o início da implementação do acordo entre os dois países”, afirmou o chanceler iraniano.

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Segundo o comunicado divulgado pelas duas chancelarias, o acordo aprofundará a parceria em áreas como energia, agricultura, saúde, infraestrutura, cibersegurança e cultura.

Depois de anos de negociações entre os países, o Irã aderiu oficialmente à Iniciativa do Cinturão e da Rota, megaprojeto de infraestrutura que tem o objetivo de ligar o leste asiático à Europa. O tratado havia sido assinado no ano passado.

A ditadura chinesa voltou a criticar as sanções impostas pelo governo norte-americano ao Irã. Pequim é o maior parceiro comercial de Teerã e era um de seus principais compradores de petróleo até o ex-presidente dos EUA Donald Trump aplicar novas rodadas de sanções econômicas ao país persa.

A China também reiterou seu apoio à retomada das negociações em torno do acordo nuclear — abandonadas por Trump em 2018. No ano passado, ainda que timidamente, as conversas foram reiniciadas entre diplomatas de Irã, Reino Unido, Alemanha, Rússia, França, além da própria China.

Para Wang, os norte-americanos são os grandes responsáveis pelas dificuldades nas tratativas, pois decidiram deixar o acordo.

Com informações das agências Reuters e France-Presse

Leia também: “A China pode unir ou contagiar o Ocidente”, artigo de Adriano Gianturco publicado na Edição 95 da Revista Oeste

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7 comentários Ver comentários

  1. Estranho seria se o Irã dos aiatolás, que mandam matar mulheres à pedradas, que treinaram e treinam toda e qualquer organização terrorista, embora invista mais no hezbolah, que hoje está espalhado pelo subcontinente americano, incluindo o Brasil; estranho se já não tivesse uma parceria com a China e um propósito comum: destruir a Civilização Ocidental. O Brasil já teve neste sinistro imbróglio. Quem pode esquecer dos afagos entre Lula, o condenado, e Ahmadinejad. É estranho mesmo que os esquerdistas – feministas, gueizistas, abortistas – tenham pelo fundamentalismo islâmico uma confiança extremada. Ou alguém já que esqueceu que Gleisi Hoffmann foi à Al Jazeera fazer um apelo ao terror islâmico para tirar Lula da cadeia.

  2. Os desgraçados americanos querem que sejamos seus escravos, ainda bem que a China se manifesta e contradiz essa desgraça que são os americanos, lixos

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