China acusa EUA de serem ‘hostis aos islâmicos’, mas massacra muçulmanos

Apesar de criticar os EUA, relatório não mencionou o genocídio uigur patrocinado pela ditadura chinesa
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Imagem mostra campo de detenção uigur na cidade de Xinjiang, na China
Imagem mostra campo de detenção uigur na cidade de Xinjiang, na China | Foto: Reprodução/BBC

A Sociedade Chinesa de Estudos de Direitos Humanos (CSHRS), autointitulada maior organização não governamental (ONG) na área de direitos humanos na China, afirmou nesta terça-feira, 9, que os Estados Unidos são “hostis à civilização islâmica”. O órgão, no entanto, nada comentou a respeito da existência de campos de concentração de islâmicos mantidos pelo Partido Comunista Chinês (PCC).

Para a ONG, os EUA têm sido hostis à civilização islâmica por destruírem “a herança histórica e cultural do Oriente Médio, prenderem e torturarem muçulmanos de forma imprudente e violarem os direitos humanos básicos das pessoas no Oriente Médio e em outros lugares”.

Apesar de praticar genocídio contra muçulmanos dentro de suas fronteiras, o Partido Comunista Chinês construiu uma aliança com o Talibã, já que a China faz fronteira com o Afeganistão, e ambos consideram os Estados Unidos inimigos.

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“Usando o incidente de 11 de setembro como desculpa, os Estados Unidos exageraram na ‘teoria da ameaça islâmica’ no mundo”, informa o relatório. “Os norte-americanos danificam a dignidade nacional, a imagem internacional dos países islâmicos e violam a liberdade pessoal e a liberdade de crença religiosa dos muçulmanos.”

O artigo conclui que os EUA incitaram revoluções ocorridas no Egito, Iêmen, Jordânia, Argélia, Síria e Líbia nos últimos anos, “fornecendo financiamento para indivíduos e grupos pró-EUA que desestabilizam as políticas locais”.

China e campos de concentração de islâmicos

A China comunista está atualmente envolvida em genocídio contra vários grupos étnicos de maioria muçulmana. Uigures, cazaques, quirguizes e outros grupos nativos da região estão enfrentando prisões em campos de concentração, escravização, esterilização forçada e imposição de assimilação cultural, incluindo práticas como forçar os muçulmanos a comerem carne de porco e adorarem o presidente da China, Xi Jinping.

A China alega que o genocídio praticado contra grupos de minorias é um projeto “antiterrorista” e classificou seus campos de concentração como centros de “treinamento vocacional”.

Leia também: “O PC Chinês quer controlar sua mente“, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 122 da Revista Oeste

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